Não entendo Parque de Diversões
Milhares de metros em estruturas de ferro, cores piscantes em lâmpadas vagabundas, musica extremamente repetitiva e irritante e por fim, mas não menos importante, gritos histéricos de crianças e o cheiro de vomito. Essa é a estrutura básica de um parque de diversões, funciona assim tanto na maior da América Latina ate aquele itinerante com brinquedos toscos em de aparência frágil, para não dizer perigosos. Eu só não entendo como é que alguma pessoa em sã consciência pode gostar disso? Ok, não falaremos de pessoas sãs, isso limita muito o público, algo como para uns dois ou três. Reformulando: Como é que alguma pessoa, que tem tanto meios diferentes de entretenimento, pode gostar de parques de diversões?
Ainda mais com a quantidade de coisas que se tem para fazer, coisas diferentes, melhores e mais seguras do que freqüentar um destes parques. Sempre notei um público variado nestes parques, desde crianças muito pequenas até adultos beirando à idade idosa. Publico com um perfil bem especifico.
As crianças pequenas, algumas dessas crianças pequenas demais ate para estarem lá, como bêbes de colo até uns 3 anos, onde em meio a tantos gastos com os brinquedos de maior adrenalina sofrem com as precárias condições de carroceis e brinquedos similares.
A garotada da faixa de 7 anos também consiste um público fiel, onde são acompanhadas de adultos que variam dentre 18 à 47, no geral são os pais da criança.
12 à 15 anos, agora as crianças estão sozinhas e pensam que por conta disso são mais adultas, a maior praga e público do parque, além de talvez ser umas das piores pragas do parque. Comem feito uns cavalos e depois resolvem sentir a adrenalina do “ultra-mega-blaster” looping da montanha-russa, graças a elas os brinquedos seguem a tendência de cheirar a leite podre.
A faixa de 16 à 18 anos vai com o propósito um pouco diferente, ao invés de ir apenas para sentir a adrenalina e o almoço percorrer o corpo, nessa idade onde os hormônios começa a buscas libertação a “pegação” é uma segunda atividade (senão, a primeira). Claro que aqui estou sendo um pouco ingênuo afirmando que a “piázada” de 12 à 15 também não tem esse intuito, a sexualidade é algo cada vez mais precoce nos anos 2000 e sobreposta da liberdade paterna (que já nem tem mais saco de levar os filhos nós parques) se achando “os adultos” caminhando com suas pernas curtas para lá e para cá.
Agora a curta faixa de 19 à 20 tem como maior objetivo a “pegação”, o que é apenas um saudosismo a sua antiga condição de 16 a 18 anos, nada mais que isso.
21 à 30 é a faixa etária mais rara nos parques, caso não estejam levando os filhos, primos menores, afilhados ou qualquer criança em geral ao parque. Estão em par romântico com sua recém namorada, geralmente andam em grupos de quatro com quatro integrantes, sendo dois casais, também adoram a roda gigante, onde faço uma citação a banda Raimundos que esclarece bem o que se passa:
” Como a vista é linda da roda gigante
É… tão grande
Acho que ela viajou que eu era um picolé
Me lambe
No parque de diversões foi que ela virou mulher
Das forte
Menina pega a boneca e bota ela de pé”.
A faixa de acima dos 30 anos é excusivamente para levar algum filho, primo menor, afilhado ou qualquer criança em geral ao parque. Raro são os casos de homens nessa faixa etária que deixam alguma mulher lhes convencer a ir, mas não podemos descartar a hipotese de um quarentão que sai com a secretária de vinte um anos ir a um lugar desses.
Nisso deixo claro que o mundo é cruel e por mais que você tome como opção não ir a um lugar desses, sempre irá lhe aparecer ofertas insistentes e muita pressão psicolóica feminina querendo “sair um pouco e se divertir“.
Se divertir? como alguém consegue se divertir com esse cheiro de vômito, leite estragado e algodão-doce?
O termo “se divertir” parece não ser levado ao pé da letra, não nesses casos.




7 Responses to “Não entendo Parque de Diversões”
Abril 8th, 2008 at 13:15
Ee levo meu irmãozinho (6 anos) pra brincar nos brinquedos infláveis. Aqui em Corumbá, temos poucas variações pra uma noite de entretenimento. Um parque (decente, por favor) seria algo muito bom pra tomar umas cervejas, conversar fiado e comer pipoca - uma coisa de cada vez.
Abril 8th, 2008 at 20:17
Ir ao parque é divertido, é bom brincar com os amigos no carro-choque, motanha russa, e spacing loop (quase morri quando andei)..
Abril 8th, 2008 at 20:37
huaua que revolta com os parques rs..
mas o play e o hopihare é massa !
Abril 8th, 2008 at 23:31
SEU MEDROSOOOOOOOOOO!!
ISSO TUDO AE É MEDOOOOOOOO
AHUHAUHAUHAUHAUHA
garanto que tuas cias de tupã não foram legais, por isso também tu não gosta…
mas eu vou te arrastar pro tupã e tu vai se divertir um monte!! (
MUAH (6)
Abril 8th, 2008 at 23:37
Eu to sentindo a maldade desse convite, será que vou cair na fase do “19 à 20 anos?”
Abril 9th, 2008 at 0:54
mas é que tu ta generalizando, achando que todo parque de diversões é chinelagem que nem no tupã. O beto carrero e o hopi hari nao sao assim, por exemplo.
Abril 9th, 2008 at 23:08
Existe uma diferença entre parque de diversões e Parque de Entretenimento. O de diversões fede a vomito e tem crianças gritando em todos os cantos. O outro é muito mais legal, tem brinquedos para a diversão de todas as idades.
Ainda prefiro beber um chopp com os amigos num bar.
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