Grito Rock - 1° Dia
É chegado o dia do Grito Rock, chego a frente do Manara Bar pontualmente às 21h e 30 min. Ainda não sei porque sou tão ingênuo e acredito que tudo acontecerá como programado. O atraso para abrir a casa vai ate aproximadamente as 22:30 horas e mesmo assim, nada de muito mais que um gatos pingados por lá. Entro no local e as 23h ainda vejo mais movimentação do pessoal do evento e das bandas do que público propriamente dito.
Tudo se inicia com Cleber, no projeto Coração Voador. O som chega a impresionar, da para perceber a intenção de um trabalho sério e bem ajustado. As musicas lembram muito Raul Seixas, por causa da vocalização e a forma como é disposto, sendo um artista de meia-idade com uma banda de bom nível, tocando rocks que lembram um pouco a jovem guarda. Cleber contou com as participações de um alguns músicos o que acrescentou um elemento diferente ao show.
Entre as trocas de equipamento e afins, percebo que o lugar fica um pouco mais cheio, mas longe de lotar o lugar, dava para caminhar tranquilamente pelo local, sem fazer muito esforço.
O evento da seqüencia com a banda Suco Elétrico, banda que tem “a pegada” e movimentação de palco boa. O som é forte e contagia, difícil de manter os pés parados em alguns momentos. Ver a banda em palco é no começo estranho, um baterista cantando não é algo comum e eu não me lembrei que ocorre a mesma coisa na banda americana The Eagles. Outra coisa que chama atenção é o vocal da que seria a primeira vocalista feminina da noite - e a melhor também. Suco Elétrico é sinônimo de energia e (desculpem a piada) eletricidade.
Enquanto a Lautmusik arrumavas-se no palco, eu pacientemente esperava pelo sombrio som do pós-punk. Ao ouvir a banda no site oficial me pareceu interessante, mas tive uma grande decepção ao som feito no palco, não sei definir se foi a banda ou o som dos equipamentos, mas tudo que chegou aos meus ouvidos em alguns minutos era barulho, ecos e um looping de microfonia que não parecia ter fim. Mesmo no final estando um pouco melhor o som, a primeira impressão foi a que ficou.
Andina veio na seqüencia, o som tem um idéia inteligente, forte na medida que o Indie Rock consegue ser, mas as vezes soava confuso. Parecia uma banda que tinha muito a dizer, o público foi falho ao não dar a atenção. Não pareceu chamar a atenção e ninguém entendeu o que queria ser dito, e algumas vezes nem eu.
Reverberia, era duvida por causa da situação da BR-101, vindos de Florianópolis chegaram a tempo de fazer o seu rock. A banda manda legal e faz um show como se fosse para amigos da escola. O som é meio pop rock e entra fácil nos ouvidos o que tornou o tempo transcorrido tranqüilo. Houve um pequeno empecilho de uma corda ter arrebentado, mas alguma boa alma emprestou uma guitarra com todas as cordas.
Outra banda que sofreu com problemas para chegar a capital gaúcha foi a Vilania, a banda de Sorocaba (SP) não se “michou” nos palcos daqui e mandou ver. Eles já tem uma estrutura bem forte e pronta, mostra saber realmente o que estão fazendo. O artifício de dois vocalistas parece funcionar bem na Vilania e a constante troca de ritmos da uma característica a mais a banda. Vale a pena ouvir.
A banda que encera o primeiro dia do Grito Rock é a gaúcha Os Flutuantes, não poderia ter uma banda melhor para encerrar o primeiro dia. A energia do rock gaúcho explode e a banda manda bala, com um som que lembra os clássicos do rock Os Flutuantes só pecam no excesso de letras sobre amor. A banda agitou legal, os bêbados da pista se agitavam freneticamente com passos desordenados e todo mundo pareceu gostar. A banda termina o diao com uma Jam e depois mais uma musica, e finalmente levando o público a borda do palco, coisa inédita ate então.




4 Responses to “Grito Rock - 1° Dia”
Fevereiro 4th, 2008 at 5:55
Bah, bons shows e bom texto. Só pecastes muito na tua gramática, hein?
Não entendi algumas partes.
=)
Fevereiro 4th, 2008 at 14:18
Eduardo > Acho que consegui corrigir tudo, postei meio que na “correria”. Abraço!
Fevereiro 11th, 2008 at 14:13
[...] Grito Rock - 1° Dia [...]
Julho 11th, 2008 at 20:32
[...] a Lautmusik é uma otima banda e me decepciono com o som. Muito eco e delay, igual ao show deles no GritoRock. Mantenho minha opinião, Excêlente banda para se ouvir em casa, ir em shows é [...]
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