Café e seus acontecimentos
Hoje um grande amigo meu, Eduardo, postou em seu blog Depósito de idéias, postou algo que me deixou curioso no qual fala sobre imperialismo e o café, como ele mesmo me disse:
Café, o momento sagrado do café!
Eu estava urrando pelo beijo meio-amargo daquela caneca gorda de café, pontual, dia após dia. Talvez ela pudesse me ajudar a superar a languidez, a moleza - e a manter o meu emprego, obviamente.
Emprego…
Que tipo de imperialismo é a relação patrão/empregado?
Imagino, os decretos do Rei-Presidente:
“- Está vetado, no dia de hoje, por motivos de economia, o momento do cafezinho.”.
Não!!!!!
Isso mereceria uma revolta armada - e quanto mais armada, melhor. Quem em sã consciência privaria a Criatura-Proletário do seu cafezinho matinal e pontual?
Empunharíamos rifles e metralhadoras, mataríamos os conservadores e mandões. Dominaríamos as máquinas de cafezinho - escravizaríamos as tias que o fazem!
E no final, teriamos a cabeça do cabeça desse Rei-Presidente, e fumariamos um cigarro durante o expediente. (..)
Pois depois de lêr o texto me prestei a comentar:
Fanny In Box disse…
Café é a vida do bom empregado. Seu combustível, seu lazer durante o expediente. Por isso o café é sagrado, na hora do café todos são iguais - exceto é claro o Rei, no qual o café é servido e posto a sua frente. Sim, teríamos um revolta e caso as senhoras fazedoras de café fossem realmente escravizadas, talvez depois da revolta seus salários dupliquem por causa dos riscos da profissão. talvez até a UFRGS se renda à este poder e crie um curso chamado “Servidores de Café” ensinando é claro muito mais que a arte de passar um bom café, mas também petiscos que podem acompanha-lós etc. Por causa disso, muitas “tias do café” sofreram reciclagem e o desemprego aumentara para a classe feminina. Depois o governo exigirá que em cada cafeteria terá que ter pelo menos um “Técnico em Café” e em casos e grande demanda ate um Engenheiro do Café. Novamente teremos imigrantes no brasil, possivelmente Iraquianos fugindo da guerra e comprando latifúndios com o dinheiro economizado pelo petróleo e pela venda de armas. O café tornaria-se nova potência nacional e nos livros de Historia esse movimento seria chamado de Neo-Cafezista. A literatura por sua parte tornaria muito influenciada pelo café criando o Cafézismo, e em contra partida um movimento Anti-Cafezista. E como sempre no Rio Grande do Sul nada mudaria, seguiríamos com nossa economia e tudo isso só servirá para distanciar culturalmente o estado do resto do Brasil.
Será somente um exagero meu ou é dessa forma que as coisas mudam e tomam forma?





2 Responses to “Café e seus acontecimentos”
Dezembro 5th, 2007 at 19:04
[...] Café e seus acontecimentos: no meio a uma grande viajem da minha cabeça, com o gatilho de um cometário surgiu toda uma teoria sobre uma possivel nova cultura do café. [...]
Dezembro 6th, 2007 at 23:59
Café, café…o que seria de nós sem o cafézinho nosso de cada dia…talvez, sem ele, acontecesse essa visão futuro-cataclísmica-revolucionária que você pintou…
Eu só vim começar a gostar mais de café depois que casei - minha esposa é viciada.
Hoje em dia, sempre dou uma escapada da sala, durante o expediente, para tomar um expresso com leite ou um cappuccino, acompanhado de bolo de banana ou de chocolate - ou ainda uma empadinha de bacalhau ou de palmito e…
peraí que esse papo me deu fome! vou ali fazer uma boquinha e já volto…
Legal o texto, Fanny. Grande abraço.
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