Gig Rock 5: Segunda Noite

No meu palpite pessoal achei que iria ser uma boa noite. Dois nomes me chamavam atenção: Frank Jorge e Locomotores. Ganhei bem mais que isso.

Além das bandas, tinha quase plena certeza de que o lugar iria encher de gente. Palpite totalmente certo.

Quem inalgura a noite é a banda Apanhador Só. Som bacana, percusões malucas e letras criativas. Por algumas vezes deu vontade de sair dançando como em um “arasta-pé“. E não foi só eu, teve gente que arriscou alguns poucos passinhos – limitados pelos pouco espaço. De uma noite cheia de destaques. O Apanhador foi, além de destaque, uma surpresa.

O Rock Pop do Tom Bloch encantou as moças, a Gisele me informou que gostava de Tom Bloch e quando ouvi entendi tudo: Som para mulher, no bom sentido. Melhor, som para conquistar mulher. Hora Dançante, hora melódico, com suas letras emocionais – mas não bregas, misturada a um instrumental bem trabalhado, Tom Bloch acerta em cheio o apelo feminino. Falando em mulheres, tinha para todos os gostos e dançavam no compasso que a música pedia.

Dificil foi se movimentar durante o show da Locomotores, era tanta gente que tive que assistir do mesanino. Que o show ia ser bom, não era nenhuma novidade. A banda já vinha com grande sucesso em shows, pela qualidade e tanto pela história individual dos músicos. Nessa Vida e Vermelha foram as músicas que mais mexeram com o grande público, nesse caso mexer é força de expressão, porque não tinha espaço para muita coisa além de erger os braços. O grande show, mas não to escrevendo nenhuma novidade.

Eu realmente não sei definir que tipo de som faz o Frank Jorge, que tal Rock Brega tipo Jovem Guarda? Não sei, mas que é bom, é. E nos shows não deixa por menos, consegue prender a atenção ate do mais desavisado do cidadão. Além das músicas da sua carreira solo, teve a clássica “Amigo Punk” e o hino do Flávio Basso “Lugar do Caralho”. O show foi bem maior do que os outros, Frank usou e abusou do “essa é ultima música” e ninguém ousou contraria-lo.

Os shows da noite do segundo dia encerrou com a ireverente Supergatas, a banda funciona muito bem ao vivo. Fora o apelo visual das maquiagens e das performaces exentricas. Querem mesmo é chamar atenção, com um baterista trasnvestido de mulher, um vocalista com um raio purpura pintado na cara e os outros integrantes com lápis de olho, se não for chocar ao menos que divirta, e diverte. Ate porque, quem ainda fica chocado com homens maquiados depois dos anos 80? O humor é outro ponto que vale ser comentado, com o mote de: Cu que é bom, ninguém quer dar só quer comer. Supergatas faz seu rock forte, que lembra muito o Hard Rock Americano, resultado: pessoal pulando o show inteiro, ate uma roda “punk” teve.

O Segundo dia do Gig Rock foi muito melhor que o primeiro. Além das bandas serem mais conhecidas, levando assim mais pessoas. Mas a moral mesmo é mostrar. De dois dias já conheci muitos sons, que para mim são novos, de alta qualidade. Que venham os outros dias.

Já sabe o que teve nos outros dias?

1° Dia: 04/07
2° Dia: 05/07
3° Dia: 06/07
4° Dia: 07/07
5° Dia: 08/07
6° Dia: 09/07 e 7° Dia: 10/07
8° Dia: 11/07 e 9° Dia: 12/07
10° Dia: 13/07


Gig Rock 5: Primeiro dia

Com alegria que anuncio que o FannyinBox vai cobrir os shows do GIG ROCK, que é um dos festivais independentes que mais fazem sucesso no sul.

Nessa edição serão 40 bandas divididas em 10 dias. Então se preprarem para postagens diárias aqui e algumas notas no Twitter ao vivo. Bem poucas, eu não sou a Cler e domino a ferramenta porcamente

Como são muitas bandas vou dar destaque as que mais me chamaram atenção no dia. Chega de papo furado e vamos ao que interessa.

A banda que abre o festival é a Valentinos. A banda começa com um som ruim, na parte técnica, alto e sem definição. Pouca coisa se entendia das letras cantadas. As coisas só melhoram pós um cover de Oásis. Mas como o diz o ditado: A primeira impressão é a que fica.

Para dar sequencia ao shows, Severo em Marcha, sem duvida foi o destaque da noite. Nada atraplahou a performace da banda. O som estava no volume ideal e sem parecer embolado. A banda também foi simpática e isso é só agrega prazer em ver o show. Severo em Marcha faz o tipo de som que procuraria escutar de novo e ver um show em outra oportunidade. Destaques para as músicas: Uma História pra Contar e O Tempo é Quando eu Quero.

Das bandas de sexta, a Cartolas era a mais conhecida e consequentemente a que juntou mais público. O som é simples e agradavel. A galera mexeu com as músicas que já tocam nas rádios gaúchas, o vocalista Luciano Preza cantou – Tomando mais uma. Ai que respoderam: E depois de outra. treco de uma das músicas mais conhecidas deles. Uma mostra de que a Cartolas ganha seu espaço e ganha seu público.

Sobre a Poliéster eu não sei se sou o ais indicado para falar, não entendi o som. Dessa vez não por problemas técnicos, simplesmente não entendo da onde vêem e para onde querem ir. Agora se você gosta de “tchururu”, “lálálálas”, “Iéiéiés”. Poliéster é a sua banda. (Não achei nada on-line deles)

Planondas fez o seu som. Resenhar esta banda deveria ser papel de alguma garota de 15 anos influênciada por bandas punks under-undergrounds. O som agrada algumas vezes e teve boa resposta do público e é isso que importa, ou não. Como diz uma música deles: I don’ care you think about me.

Já sabe o que teve nos outros dias?

1° Dia: 04/07
2° Dia: 05/07
3° Dia: 06/07
4° Dia: 07/07
5° Dia: 08/07
6° Dia: 09/07 e 7° Dia: 10/07
8° Dia: 11/07 e 9° Dia: 12/07
10° Dia: 13/07