Extras no DVD: Eu quero sempre!

Você conhece a magia dos filmes, certo? Geralmente associamos filmes a cinema, o que não é errado. Minha primeira lembraça de filme foi de O Rei Leão, que vi no cinema, eu deveria ter entre 4 à 6 anos (minha memória infantil é extremamente falha). Depois aluguei o mesmo filme mais umas 4 vezes, na época meu pai tinha suado a camiseta para comprar um vídeocassete – ele adora filmes.

Lembro que quando era pequeno meu pai tinha pilhas de fitas VHS com filmes que passaram na tv. Ele não alugava seus filmes favoritos, esperava passar e gravava, ficava ligadão em dar Stop nas propagandas e mal ia ao banheiro antes de acabar o filme. Foi graças à essas fitas que curto filmes como De Volta para o Futuro.

Kino
Creative Commons License photo credit: Capra Royale

Com a chegada do DVD meu pai relutou durante muito tempo em comprar “Vou esperar os que gravam…” ele sempre dizia, demorou a entender que ele teria que inventar uma nova forma para fazer isso. Se rendeu ao DVD muito antes de gravadores de DVD serem populares nos computadores. Mas ainda tinha ligado á tv seu vídeocassete (agora um outro mais moderno comprado bem barato por causa da expansão do aparelhos DVDs).

Finalmente chega a era do gravador de DVD no computador e ele compra, agora meu pai não é nada mais que um comum fazendo o que milhares de pessoas no mundo faz, copiar DVDs.

Meu pai não se importa e talvez não saiba, mas a atual graça de se ter o DVD do De Volta para o Futuro, por exemplo, não é apenas pelo filme. Também é pelos Bônus que devem vir junto com o longa: Cenas Cortadas, entrevistas, Making Of e quem sabe até os comentários do Diretor no filme.

Justamente essa nova gama de coisas que vem com o DVD conhecidas como “extras” é que fazem (ou não) comprar um DVD original. De ter em mãos os filmes prediletos e ainda, após ver o filme saber mais sobre ele. Onde minha diversão e meu interesse não fique limitado por apenas 90 minutos, ou coisa do gênero.

Sei que se pode baixar filmes com seus extras de maneira facil (e de graça), mas eu prefiro ter o original. Gosto de ter a caixinha na estante, de ter a mídia com o adesivo do filme. Fazer isso pessoalmente é um saco.

Como espectador, platéia e público. Se quero somente ver o filme, vou na estréia do cinema, mas se quero ter e saber mais, eu quero um DVD com Extras.

Dedico esse post a todos que compravam DVD e não olhavam na caixa se dizia “Contém extras”.

– Não quer uma sacolinha de plástico?

Não quer uma sacolinha de plástico? pergunta a moça do caixa.

Não, obrigado! Respondo.

Era meio-dia, eu precisava comprar oléo para o carro. Meu pai indica o hipermercado mais próximo, uma das máquinas de fazer dinheiro da Wall Mart: O Big hipermercado.

Ao contrário do que pensa o Noronha sobre hipermercados, não é somente ao sabados à tarde que o povão vai em grande numero. Durante os horários do meio dia e das 18h todos os funcionários de outras lojas, estabelecimentos ao redor, compram algo, lotando a fila do caixa “rápido”.

Ja prevendo isso dei  uma volta nos caixas normais, aqueles que geralmente são usados para passar o rancho. Cheios e igualmente desanimadores. Mas achei uma daquelas sacolas retornavéis bacanas. Claro, não era de graça, custava dois reais. Ok, dois reais não vão me fazer falta atualmente, então peguei uma.

O Henrique Wint me disse via twitter que na região central do Rio Grande do Sul as sacolas são dadas aos clientes, e cada vez que o cliente retorna para comprar mais com a sacola ele concorre a um carro zero kilometro. Os esforços das empresas que não querem mais gastar com sacola plástica ajudar a concientizar o pessoal.

Na fila do caixa “não-tão-rapido-assim” vi que eu era o único a usar a sacola de pano, acho que o projeto não esta tendo muito sucesso por aqui. Ao menos faço a minha parte, é isso que vale.

No caixa finalmente, a moça passa os óleos de carro e a sacola. Ela fez uma cara estranha e eu pensei, “ela não vai ser tão burro ao ponto de me oferrecer uma sacola de plástico”.

Não quer uma sacolinha de plástico? pergunta a moça do caixa.

Não, obrigado! Respondo.

Simples, estilosa e ainda ajuda um pouco o planeta. Perfeita.

Simples, estilosa e ainda ajuda um pouco o planeta. Perfeita.

Não sei porque eu ainda aposto na inteligência das pessoas.

Imagem tirada do post sobre sacolas do blog Julio Vedovatto.

A Hora de Compor

Já dizia o ditado popular: Depois da tempestade vem a bonanza.

O pessoal dos bares mudaram para: Depois da bebedeira vem a ressaca. Pois é de ressaca é que eu recebo uma ligação do baterista da minha banda, “fiz uma letra, o ritmo é assim: chubachubachuba, saca? faz algo no violão ai“. Parece estranho, mas é assim que funciona as vezes, graças a ligação temos mais uma música para ensaiar.

Outro método de composição é eu bater na porta do Eduardo e dizer: Fiz um treco no violão que ficou foda (minha modéstia só não é maior que a minha habilidade com as seis cordas), faz uma letra. As vezes funciona, outras não.

Processos de composições são tão pessoais que quando vejo um reporter perguntar para o músico “Como tu compõe?” acho meio bobo, mas sempre presto atenção nas respostas.

O último álbum do Deep Purple, Rapture of the Deep, pelo que sei foi composto em uma Jam no Estúdio. Simplesmente adoraria conseguir fazer isso. Quem sabe um dia.


Voltando, é obvio que não há regra.  Nem deve ter. Compor é um ato de extravagância do espirito, ou assim deveria ser.  Compor algo bom é um desafio, até porque o que é bom para um pode não é bom para os outros. Conheço gente que tem músicas boas na gaveta e não usa por não gostar delas, saber esperar também faz parte do processo.

O importante é sempre ter algo na gaveta, seja bom ou só bacaninha. Quando trabalha-se em grupo, ou seja, uma banda, outro pode acrescentar detalhes e melhorar até chegar a um resultado satisfatório. Assim nasce as parcerias musicais, essas por suas vez tem diversos graus por tambem não ter regras.

Uma das parcerias músicais mais famosas é a dupla Page e Plant, dois montros que atigiram o auge a bordo do Led Zeppelin.

Independente do método usando pela banda, o que é importante é a insistência e auto-critica. O mesmo Eduardo sempre repete algo sobre compor sempre até tornar-se um hábito, faz sentido.

O melhor do EmoDay são as Emas

Até 2003 poucos conheciam emos, poucos mesmo.

Até 2003 mal se conhecia uma banda emo e sua notoriedade pelo estilo era quase nula.

Até 2003 emos não fediam nem cheiravam, simplesmente eram ignorados.

Tudo isso até 2003.

Apartir de 2003, emo virou moda. caiu na MTV, saiu da terra do tio Sam para sua filial na américa do sul: o Brasil. Dai para ter bandas cópias da de lá foi um passo. CPM 22, Fresno, NX Zero, Drive… São tantas que não dá nem para computar aqui.

Junto com essa moda, mais raivoza foi a anti-moda emo.  Tudo que era emo automaticamente já era ruim. Também fui muito ligado a bisexualidade e, conseqüentemente, os homens discriminados.

Eu mesmo não acho que a moda masculina emo seja muito bacana, no meu ponto de vista é um apanhando de roupas, cabelos e trejeitos esquisitos no qual dispenso.

Mas mulher é um ser maravilhoso por natureza. No meio desse grande tropeço da história, moda e cultura da raça humana; quando parecia não existir esperança e nada do universo emo parecia ser bom, eis que surge ela: a ema. (Não é a ave, é o feminino de emo).

A ema, diferente do emo, se destaca além do lado emocional pela agressividade também, diferente do emo que é sempre chorão, feio e bobão sensivel. Isso é refletido nas roupas e maquiagens, cabelos trabalhados, combinações de preto com coisas fofas. Além do tipo Ema-barbie, que é aquelas de coroa de princesa etc, essas eu pouco simpatizo.

Algumas emas até parecem um poucos as hard dos anos 80, ascho que por isso que eu também curto as emas.

Hoje, dia 24 – talvez não por acaso – de setembro é o EMoDay 2008 promovido pelo Nadaver, confere lá os blogs partipantes.

No EmoDay o primeiro que vi sacar essa idéia foi o blog Bobagento, que postou 144 lindas eminhas logo pela manhã. Dessas 144 eu selecionei algumas que eu achei mais interresantes.

Tudo tem um lado bom.

Muito Perigo em Bangkok – Para Você

Não sei se acontece com vocês, leitores, mas comigo acontece: Estava com saudade da telona do cinema. O ultimo filme que fui ver foi o Cavaleiro das Trevas, no qual ate tive vergonha de comentar graças aos 200 posts que li sobre o filme falando as mesmas coisas.

Mas a questão era que eu precisava ver um filme, bai o pé por que queria naquele exato momento. Depois do trabalho, nem voltei para casa, fui direto para o cinema.  Hellboy e Ensaio sobre Cegueira era meus alvos, mas ter de esperar uma hora para poder ver não estava nos meus planos. Portanto desisti desses e fui ver Perigo em Bangkok.

Bangkok Dangerous
Creative Commons License photo credit: suksim

Nicolas Cage é amaldiçoado, está é a minha conclusão. Como um só ator junta no currículo no minimo três filmes de alto nivel: Vigaristas, Senhor das Armas e 60 Segundos. E consegue também filmes toscos… aliás, Cage está passando por uma fase péssima na minha opinião.

Um “sim” para quem ainda tem duvidas. Perigo em Bangkok deixa muito a desejar e me decepcionou. No Omelete eu li algo que fez todo o sentido: Cage muda de filme mas interoreta os personagens do mesmo jeito.

O filme tem tudo para ser o que é: um fracasso.

  • É uma refilmagem de um filme dos próprios diretores, Oxide e Danny Pang.
  • Atores de qualidade péssima.
  • Roteiro previsivel.
  • Fotografia muito fraca.

O roteiro é o esqueleto desastroso de toda essa obra. Logo no começo temos Cage se apresentando como Joe, citando as regras dos matadores e também descobrimos que é seu último trabalho. Apartir de um certo ponto tudo vira contradição na vida do assassino: arranja um rabo-de-saia, um aluno e começa a se interresar nos motivos de seus clientes. Tudo que suas regras lhe desaconselhava, lógico que boa coisa não iria dar.

O Ricardo me comentou que sempre desconfia de assassinos que não usam luvas, pois é. Só em uma cena ele usa luvas. Também tem a mania de ficar encarando o cadaver que acabou de criar.

São detalhes importantes para esse tipo de filme que nem os diretores, a produção e Nicolas Cage souberram superar.

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