Black Ice Vem com Tudo

Quando o assunto é Ac\Dc, qualquer noticia tende a gerar badalação, que na maioria das vezes é positiva. Por isso, não é novidade que o novo álbum “Black ice” iria fazer barulho na mídia. O buzz que esta sendo criando com o já lançado álbum tem como motivo os oito anos de espera por material inédito, desde o último trabalho da banda australiana: Stiff Upper Lip.

Algumas rádios brasileiras já estão rodando o single Rock n’ Roll Train, que pelo jeito esta sendo muito bem recebido pela critica e pelos fãs (e por mim também). David Higgins, do site australiano New.com.au disse que o álbum é o melhor desde Back in Black, ele esteve no estudio da banda em Sidney para ouvir algumas músicas do CD, isso antes do lançamento, claro.

O álbum todo é bem caracteristico da banda, não tem como ouvir e não saber de quem é. Realmente achei Rock n’ Roll Train a mais autêntica e com uma das melhores pegadas. Não é a toa que ela é o single da banda, tem um riff de guitarra marcante e o refrão em coro como nos outros sucessos da banda. Já Skies on Fire e Big Jack são como chumbo, é cru e arrastado, mas não cansa os ouvidos.

Talvez não seja o novo Back in Black, mas é um trabalho que vale a pena ser conferido. Outra música marcante é War Machine, que tem muita vida, peso e uma maravilhoso solo de guitarra feito por Angus Young.

Whells, She Like Rock n’ Roll, Money Made, são outras que tem qualidade e que no meu caso foram as que mais agradaram do álbum.

Não é nenhuma obra de arte, como disse (contrariando David Higgins), mas a qualidade é Ac\Dc, você conhece. Você confia.

  1. Rock N’ Roll Train
  2. Skies on Fire
  3. Big Jack
  4. Anything Goes
  5. War Machine
  6. Smash N’ Grab
  7. Spoilin’ for a Fight
  8. Wheels
  9. Decibel
  10. Storm May Day
  11. She Like Rock n’ Roll
  12. Money Made
  13. Rock n’ Roll Dream
  14. Rocking all the Way
  15. Black Ice

Já que o assunto é AC\DC…

Você conhece a primeira banda tributo composta só por mulheres de AC\DC? Pois é, AC\DShe é a Primeira (se não única) banda composta só de mulheres que somente fazem tributo ao AC\DC. O som é somente da era do Bon Scott, primeiro e falecido vocalista do AC\DC. Tem um vídeo bacana delas em um show, com vários trechos das músicas. Nesse mesmo vídeo da para ver a quantidade de homens no local, tudo olhando para as versões femininas de uma das bandas mais machistas do rock.

O formato do trecho final é uma homenagem à Cler e ao Hit Na Rede, exelente Blog sobre música que sempre acresenta mais informações com o “Falando nisso…” no final de cada postagem.

Mais sobre minha ida ao Motley Crue em Buenos Aires

Leia a parte um da viagem

Ou Guia de Indiada – Buenos Aires (pt.2)

Segundo meu guia Próxima Viagem da Editora Peixes: Buenos Aires é uma cidade plana. A maior elevação em área urbana atinge apenas 25 metros. Muitas regiões são abaixo do nível do mar, ou seja: perfeita para caminhadas.

Com esse pensamento passei minha estadia por lá, peguei ônibus uma única vez, que foi para ir ao Club Ciudad del Buenos Aires. O Custo da passagem é de apenas um peso, mas atenção: Não há cobradores no ônibus e sim uma máquina que lhe dá um ticket. Portanto, leve moedas.

Os ônibus são uma graça a parte, mais da metade da frota que vi – se não todos – fazem um barulho parecido com o de panela de pressão, soltando silvos que acredito ser dos amortecedores. Esse barulho ocorre durante toda a viagem, não chega a incomodar e quando pedestre pude “prever” sua aproximação graças ao barulho.

The Almighty 60
Creative Commons License photo credit: gorriti

Outro meio de transporte é o Taxi. Me falaram que os táxis são baratos por lá, devido a grande concorrência. Mas cuidado para não pegar os clandestinos, nem notas falsas que os motoristas de má fé dão no troco.

Show sem Cerveja e Motley Crue

Por ser um evento organizado pela Pepsi, por isso que se chama Pepsi Music 2008, todos as bebidas eram deste fabricante, o que eu não contava era com a falta de cerveja do lugar. Um evento grande como aquele – com dois palco grandes, pelo menos 2 pequenos e muitos stands – não ter nosso chazinho de cevada foi como uma facada pela costas da Pepsi, mas isso explicou a quantidade absurda de garrafas e copos na frente do Club Ciudad.

Os shows que vi da banda Horcas foi muito bom, trash metal pesado que me deu energia. Não conhecia a banda e a performance me surpreendeu, durante minhas pesquisas achei vários acusações de plágio feitas por fãs de outras bandas, vale a pena dar uma olhada.

Rata Blanca é o tipico Metal-Veloz-Nerd, durante o show uma quantidade absurdas de argentinos-nerds-gordos cantando as músicas e delirando aos solos de Wálter Giardino (que é o deus da guitarra na Argentina), tipicas criaturas mágicas que saem das tocas uma vez por ano.

A chuva que eu só pensava que iria ver no domingo pela manhã, adianta-se e cai nas ultimas músicas do show da Rata. A chuva em um palco aberto significou uma coisa, atraso. Mais de uma hora em empurra-empurra onde eu disputava espaço com os hermanos, todos esperando a grande atração da noite.

Quando a chuva dá uma trégua, os roadies resolvem acelerar o trabalho. E finalmente depois da espera vem a recompensa. A sensação de ver Motley Crue no palco foi tão forte quanto a onda de pessoas esmagando umas as outras. Agüentei no meio do povão cinco músicas e resolvi recuar porque eu estava prestes a morrer para uma área menos perigosa. Digo que ate vi o show melhor essa mudança estratégica de lugar. Em certos lugares era tanta gente que não se tinha escolha, quando eles pulavam não dava para não pular, mesmo quando não se queria. A mágica desse show é que facilmente viraria mais um DVD da banda. A desvantagem é que com tanta gente a possibilidade de ver o show de longe é cada vez maior.

“Me gusta la Fiesta” Tommy Lee

A chuva não desiste e volta. Com sua volta parece que o Motley ganhou mais energia e conseqüentemente todo o povo que os assistia. Os Argentinos não perdem para os brasileiros em questão de barulho, a cada fim de música começava a cantoria do “Olé olé olé“. Tommy Lee foi saudado ao falar com o público, ele é um dos que tem mais apelo do povo, além do seu indesconfiável talento na bateria ele namorou e gravou (e vazou) a estrela Pamela Anderson, que muito conhecida por sua simpatia física. “Me gusta la Fiesta” foi seu grito quando finalmente conseguiu um microfone funcionando. Miki Mars me impressionou com a agilidade na guitarra e saudou o público com Voodoo Child do Hendrix.

Na chamada para o bis o povo não fez tanto barulho, começaram bem mais logo cansaram e depois começavam de novo. No bis, Home Sweet Home, que teve a introdução tocada quatro vezes: Teclado (Lee) com público cantando. Teclado de Lee com o público, Mars e Six acompanhando. Vince Neil contando e microfone falhando, público cantando o resto e por final com Neil cantando junto. Houve muita rasgação de seda entre a banda e o país, além de ser o primeiro show na América Latina do Motley Crue – e eles prometeram voltar – o já citado barulho mesmo abaixo de chuva parece ter agradado muito. Entre os afetos à Argentina Nikki Six balança uma enorme bandeira da Argentina e depois – já no bis – Neil canta com a camiseta da seleção deles.

Não tenho duvida que foi emocionante para os nativos esse show. Em todo meu período por Buenos Aires vi muitos rocker por lá, muitas tatuagens em homenagem a bandas consagradas como: Kiss, Ac/Dc e o próprio Motley Crue. Aposto que se tivesse cerveja, esse seria um dos melhores festivais da América Latina de Rock.

Vídeos e Fotos

Sem o chavão de “uma imagem vale mais que mil palavras”, mesmo um vídeo não trás a mesma emoção para quem não estava lá.

[Vídeo]Tommy Lee falando com os hermanos.

[Vídeo] Motley Crüe Dr. Feelgood (gravado pela Tv Argentina)

[Vídeo] outa de Dr. FeelGood com citação do Nikk Six antes da música

[fotos] na pesquisa do flickr

Reblog this post [with Zemanta]

A Hora de Compor

Já dizia o ditado popular: Depois da tempestade vem a bonanza.

O pessoal dos bares mudaram para: Depois da bebedeira vem a ressaca. Pois é de ressaca é que eu recebo uma ligação do baterista da minha banda, “fiz uma letra, o ritmo é assim: chubachubachuba, saca? faz algo no violão ai“. Parece estranho, mas é assim que funciona as vezes, graças a ligação temos mais uma música para ensaiar.

Outro método de composição é eu bater na porta do Eduardo e dizer: Fiz um treco no violão que ficou foda (minha modéstia só não é maior que a minha habilidade com as seis cordas), faz uma letra. As vezes funciona, outras não.

Processos de composições são tão pessoais que quando vejo um reporter perguntar para o músico “Como tu compõe?” acho meio bobo, mas sempre presto atenção nas respostas.

O último álbum do Deep Purple, Rapture of the Deep, pelo que sei foi composto em uma Jam no Estúdio. Simplesmente adoraria conseguir fazer isso. Quem sabe um dia.


Voltando, é obvio que não há regra.  Nem deve ter. Compor é um ato de extravagância do espirito, ou assim deveria ser.  Compor algo bom é um desafio, até porque o que é bom para um pode não é bom para os outros. Conheço gente que tem músicas boas na gaveta e não usa por não gostar delas, saber esperar também faz parte do processo.

O importante é sempre ter algo na gaveta, seja bom ou só bacaninha. Quando trabalha-se em grupo, ou seja, uma banda, outro pode acrescentar detalhes e melhorar até chegar a um resultado satisfatório. Assim nasce as parcerias musicais, essas por suas vez tem diversos graus por tambem não ter regras.

Uma das parcerias músicais mais famosas é a dupla Page e Plant, dois montros que atigiram o auge a bordo do Led Zeppelin.

Independente do método usando pela banda, o que é importante é a insistência e auto-critica. O mesmo Eduardo sempre repete algo sobre compor sempre até tornar-se um hábito, faz sentido.

Luto por Richard Wright

Rick Wright / Pink FloydImage via Wikipedia

Nem tudo é alegria. Ontem tuma péssima noticia chegou para mim e diversos veiculos de comunicação: Richard Wright.

Ele já vinha batalhando contra o cancêr e morreu aos 65 anos.

David Gilmour em seu blog escreveu algumas linhas em homenagem:

I’m so sorry to break the sad news that Richard has passed away after a battle with cancer.

I really don’t know what to say other than that he was such a lovely, gentle, genuine man and will be missed terribly by so many who loved him.

And that’s a lot of people. Did he not get the loudest, longest round of applause at the end of every show in 2006?

If you wish to add anything, feel free.

Para mim, Wrightr era (e ainda é) gênial. Meu álbum preferido é o Dark Side of the Moon, que ate escrevi sobre para o Fudeu. (O afonso bem putinho apagou o post)

Shine on Richard Wright

Reblog this post [with Zemanta]