Efeitos da Justiça: Lei de de tolerância zero ao álcool

Não faz nem uma semana que a nova Lei de Tolerância ao consumo de álcool por motoristas entrou em vigor e eu já senti seus efeitos.

Para quem não sabe, agora o condutor não pode ter nenhum percentual de álcool no sangue, em poucas palavras quer dizer que caso tu beba a ceva santa no almoço de domingo na casa da tia, tu já não pode por lei dirigir. O que muitos ficam em duvida é por quanto tempo. Bem, lógico que equivale de pessoa para pessoa, mas a média é de CINCO HORAS.

Imagina a bronca: Depois de comer e conversar aqueles assuntos que não mudam nunca, esperar cinco horas. Quer dizer que: Ou aprende a andar de ônibus. Ou gasta uma fortuna em táxi.

Não sei se igualar aquele que toma um chopp ao mesmo nível do bêbado é uma boa idéia. Se com essas medidas as estatísticas baixarem eu acabo me conformando com a situação.

Por outro lado a questão é: Pimenta nos olhos dos outros é sempre refresco.

Existe a cultura da bebida alcoólica enraizada e por mais certo que pareça correto diminuir os riscos de acidentes, tanto na estrada quanto nas cidades, o ideal para o individuo é que tais medidas sejam tomadas de forma que não afetem sua liberdade de escolha.

Foi nesse tipo de situação que eu me meti ontem. Após ter defendido pela manhã a tal lei nova, me encontrei com a Luísa e o Eduardo. Conversa vai…conversa vem… E fomos comer um xis.

Foi ai que percebi que estava em um mato sem cachorro. Enquanto eles bebiam animados sua Polar, tive que me contentar com um refrigerante de Cola. Doeu-me na alma.

Nesse instante me perguntei: Será que vale realmente a pena enquadrar degustador ao nível de bêbado?

Existem além dos problemas culturais e sociais. Problemas clinicos, visto que alguns remédios acusam nível alcoólico no bafômetro e na coleta de sangue. Dai pergunto: E agora, José? Tomo o remédio e arrisco perder o carro, ganhar uma multa e ser preso? ou desisto do carro de vez?

Algo para ser pensado.

Celular? ok, admito sua importância.

Antes de começar quero dizer que fui hipócrita sem perceber, anunciei aqui uma renuncia generalizada ao celular, afirmei (e acredito que com razão) que estamos nos tornando escravos desses aparelhos e ficando dependentes demais de suas várias funções e facilidades.
Z600 Novo
Portanto percebi que não sou tão diferente quanto imaginei. Mesmo tendo um celular no qual não mexo quase nada e muito menos sei mexer nele. Uso e abuso das funções mais simples. É difícil dar valor a algo ate nos faltar e eu não fui exceção a essa regra. Nesse sábado meu celular, que é boêmio igual ao dono, resolveu se entregar. Entrou em um looping de liga-desliga automático e não teve jeito de curar o coitado. Celular esse que é meu companheiro, no curriculo temos muitas bebedeiras fizemos juntos, chuva tomamos, quando caimos juntos e algumas vezes separados – quase sempre só ele caia, uma vez tomamos juntos banho de piscina e em outra ele caiu em meio a uma chuva torrencial em uma poça, aliás ele caiu na mesma poça d’água três vezes nesta noite. Gostava dele por ser aguerrido e por se manter firme e cumprindo suas funções. Quer dizer, ate esse sábado.

Foi então que eu percebi:

  • Não posso ligar para ninguém com o mesmo conforto e privacidade, já que meu celular é minha fonte de telefonia e muito mais agradável que um orelhão. (função principal)
  • Estou momentaneamente sem contato imediato com ninguém via telefone, já que nele estava toda minha agenda telefônica.
  • Constantemente perco o horário de compromissos, já que não possuo relógios de pulso, ele era meu relógio.
  • Acordo atrasado quase sempre, ele também era meu despertador.
  • Sempre esqueço minha calculadora, mas meu celular sempre trás a dele consigo.
  • Perdi um meio de gravar conversas importantes, visto que ele era meu gravador.
  • Perco um meio quase instantâneo de bater fotos, mesmo com resolução baixa, volta e meia ele fazia as vezes de câmera.


Mas quase nenhum deles é tão importante quanto:

  • Perdi o objeto que ficava no meu bolso direito e no qual tinha adquirido o excelente hábito de verificar sua permanência ali.


Meu Z600Essas são apenas as funções que o celular me exerce, mas não duvido que para você, leitor, seu celular não exerça mais algumas funções. Em tempos modernos que o acesso de internet é cada vez maior, muitos já tem essa tecnologia no celular. Outra função, apesar de que poucas pessoas usarem, é aquelas tabelas de organização do dia, deve existir alguém que organize sua vida conforme as tabelinhas do celular.

Então, com isso percebi que a sociedade esta fadada a esse mal de uma vez por todas, as facilidades são inumeras e muitos de nos vamos morrer de outras coisas – como uma bala perdida talvez – antes de morrer de cancêr, que pode ser causado pelas radiação das baterias de celular.

Foto do celular novo do Mobileburn.
Foto do celular velho são meus direitos.

Futebol no seco? ah, para…

Antes de mais nada, o projeto do deputado Miki Breier (PSB) sobre a proibição de venda de bebidas alcoólicas em estádios de futebol e ginásio de esportes do Rio Grande do Sul foi aprovada por 29 votos a 17. Quando li isso fiquei espantado. Mas ainda faltava passar pela governadora do estado (Yeda).

A lei, para você compreender melhor, restringe a venda de bebida nas áreas internas de estádios – sendo restaurantes liberados dessa norma – acima de 5 mil lugares e voltados ao esporte profissional.

Mas ontem, como uma bela piada de 1° de abril, o governador em exercício Paulo Afonso Feijó sansionou a lei que hoje saiu no diario oficial.

Tudo isso é feito para conter a violência nos estádios, violência essa que nunca poderia ser atribuída somente a venda de bebida alcoólicas e sim a droga ilícitas vendidas fora dos estádios. O fato de venderem ainda bebidas fora dos estádios não inibem as confusões que podem acontecer.

Lei seca nos estádios

Conforme o presidente do SindiPoa, Daniel Antoniolli, já afirmou. “O consumo não irá diminuir, apenas será deslocado para fora dos estádios onde os vendedores ilegais proliferam em dias de jogos, assim como o consumo de drogas, que não é combatido com a eficácia que deveria” e depois completa. “Tratar a questão da violência nos estádios de futebol através do cerceamento da liberdade, além de uma atitude demagógica, mascaram os verdadeiros motivos que levam a esse tipo de problema da sociedade”.

Não vejo graça em punir uma sociedade inteira e induzir todos ao não consumo de bebidas alcoólicas durante os jogos de seu time, quando o real causandores dos problemas driblam a lei, enchendo a cara com vendedores ilegais que transitam em torno dos estádios para só então entrar para ver o jogo. E estou tratando o problema de forma branda, não levando em consideração drogados que podem arrumar confusão, pessoa de má índole e membros de gangues, a violência existe, mas não acredito que essa medida irá reduzir a violência e sim transferirá o lucro dos estádios para fora.

Parece que até o secretário de Segurança Pública José Francisco Mallmann é mais um dos ingênuos que defendem a lei.Com certeza este é o primeiro passo que está sendo dado (..) começamos a cercar o consumo desenfreado, por saber o malefício que causa a nossa sociedade. Não é mais possível continuar convivendo com tanta violência e criminalidade causadas pelo álcool”, ao que me parece o secretário tributa toda a culpa da violência nos estádios ao alcool. Não me surpreenderia se ele tivesse vivenciado alguns desses problemas causados pelo alcool, mas não se deve esquecer dos outros motivos.

Como o secretário disse “ o primeiro passo que está sendo dado”, só espero que não seja um passo em falso.

Foto por Andressa Barros.

Ceva & Blogs – A batalha!

Ceva & Blogs- logo No final do ultimo Ceva & Blogs, o nível alcoólico estava alto e minha capacidade de raciocinar bem limitada, nisso então foi decidido que nosso querido(?) amigo e blogueiro, Jota Noronha, estaria encarregado de escolher o lugar da próxima batalha.

Quando minha consciência voltou – isso só no outro dia pela manhã -  eu nem me lembrava que já se falava de seqüência para a épica briga entre Blogueiros x Cerveja. Que são muito mais divertidas do que coisas fúteis como “Blogueiros x Midia” ou “blogueiros x Street Figther”.

O que poucos sabem é que na verdade a cerveja não é nossa inimiga e sim nossa aliada. Então são lutas amistosas entre cerveja e blogueiros, bem parecidas com aquelas de quando se é guri, só não tem os colchões para amortecer a queda.

Eis então que leio que seria o Jay Noronha que patrocinaria o mega-evento-etilico-poliesportivo-beberão gaúcho, fiquei preocupado com a integridade do evento. Transportar o evento para Esteio só não é pior que fazer um Ceva & Blogs bebendo Skol.

Logo depois, uma noticia trouxe alivio, o evento continuaria sendo em Porto Alegre, mas onde Noronha escolheria? onde iríamos beber a amiga cerveja falando mal dos blogueiros das praias longes ou ainda do destino dos impostos? Novamente mais um preocupação.

Noronha, que já me confessou ser freqüentador das saunas de duvidosa procedência, ainda estava em duvida. Eu preocupado, não é de me agrado beber cerveja só de toalha, não ao menos fora da minha casa. Por mais que Noronha fale que este é um pensamento retrógrado e conservador de minha parte, prefiro não freqüentar tais lugares.

Eis então que para alivio surge a luz, Bar do Beto, um lugar de Familia. Ao menos tenho certeza que verei algumas mulheres – não blogueiras – mesmo que de familia.

A Cler ta inventando que não pode ir e tal, mas na verdade é medinho.

O Bender sempre simpático disse: Vai quem quer. Aparece quem pode.

Eu digo: Vamos lá, o único motivo realmente válido por estar nessa blogosfera é a cerveja.

Eu não entendo em como o comitê do Ceva & Blogs decide o próximo azarado padrinho do Evento, mas sorte que não ser escalado para essas coisas. Sou da Chinelagem e a amo profundamente e o unico bar que conheço é o Diacomeli. Que por sua vez não aceita cartão, mas sempre passa os jogos da dupla Gre-nal!

Ceva & Blogs – Terceira batalha

Dia: 04 de Abril de 2008

Local: Bar do Beto da Sarmento

Endereço: Sarmento Leite, 811 – Cidade Baixa

Horário: 19h

Ceva & Blogs – Bebi lá de novo!

Ceva & Blogs - logo

Foi realizada a segunda edição do evento mais importante da blogosfera riograndense, o Ceva & Blogs. Um evento que foi feito para reunir blogueiros bêbados, em uma mesa para puxar o saco do Noronha conversar e trocar algumas figurinhas, tudo isso regado a litros de cerveja. É além de tudo, totalmente informal e sem data fixa – o que na minha opinião deve ser mantido.

O local escolhido pela organizadora, Natalício, é um lugar bacana e isso eu já sabia, principalmente porque os chopps “brotam” na mesa. Quando cheguei estavam lá a Carla (Enfim) e a Mari (Bitpop), logo que sento à mesa um Moleskine contrabandeado é me alcançado e a regra máxima da lista de presença é me dita: meninos assinam de azul, meninas de vermelho. Me senti na escola da Tia Fifi de novo, mas entendo perfeitamente o motivo: A Carla ficou traumatizada com o primeiro Ceva & Blogs, onde todos falavam que o garrancho a letra dela era de guria. Três chopps depois avisto Joseval Noronha e sua Diretora de Marketing que um dia foi E. e agora é Eliane, falamos principalmente sobre as baraquinhas do Gugu, onde nossos amigos blogueiros dormem no CParty e afins.

Mais alguns chopps desaparecem na mesa e a primeira Gisele (que tem um blog com o nome dificil de decorar) aparece junto com a Cler(Stand by) que estavam rondando o bar a procura do Ceva & Blogs, eu ate pensei em sugerir que uma placa fosse posta para facilitar a vida de outros possiveis perdidos, mas eu adorei tanto a idéia de ter gente procurando desesperada por blogueiros, indo de mesa em mesa que fiquei na minha.

A essa altura minhas bochecas deveriam estar realmente denunciando meu sangue alemão e fiquei sabendo de algumas fofocas, surtei “afuzel” e tudo que pude fazer foi rir e folgar, obvio que apanhei por isso.

A comanda marcava mais de 8 chopps e a segunda Gisele (Gisele H)da o ar da sua graça no evento, ela deve ter ficado muito triste por estar sóbria, que não falou muito (lendo o relato dela sobre o evento, ela expõe que o lugar é muito barulhento e dai tudo pareceu fazer sentido). Pouquíssimo depois chegam Bender e a terceira Gisele do evento, distribuiu as bolachas (eu peguei mais duas para mim, agora posso ter ate quatro copos na mesa do computador), dai ele vê que esta todo mundo bêbado afu, se incomoda com o cigarro de todo estabelecimento pairando sobre sua cabeça. Guadalupe junta-se ao grupo e o Ceva & blogs começava a caminhar para o fim.

Bender já não suportava mais a massa de ar poluido do lugar, além de visivelmente estar assustado com o nível alcoólico do pessoal, decide ir embora, caso ele não apareça na proxima edição, sabemos que a patroa não aprovou o formato do evento. Que pensando bem, foi deixado nas mãos de uma mulher (Carla) para que ele possa levar a sua esposa sem problemas, garoto esperto!

No fim cada um foi para seu lado, uns para o Bambus, outros Beco e eu fui a procura de mais álcool, encontrei e ainda sobrevivi!

Teve algumas pessoas difamando minha imagem em postagens por ai, mas é tudo mentira.Dexter

A Gisele disse que se eu fosse um personagem, eu seria o Dexter. A primeira coisa que eu pensei foi: Mas eu não sou ruivo e nem tenho 1.20m. Depois entendi que era o Dexter de um seriado, procurei no blog dela algo que esclarecesse em poucas palavras no que se constituía o seriado, mas achei apenas textos com muitas palavras. Então eu ainda não sei quem é.

Considerações gerais sobre o evento

O lugar realmente era barulhento, mas quase qualquer lugar é barulhento hoje em dia, uma missão dura pro próximo organizador.

O Janio não foi e deixou um post disfarçando que não era o medo de bancar a cerveja. :P

Dessa vez foi bem mais mulher e isso da uma diversidade bacana para evento, espero que time dos meninos não fiquem intimidados com as moças!