É Possivel aprender sobre música com Rock Band e Guitar Hero
Em um artigo para a revista época com o tÃtulo de Como desaprender música com Rock Band e Guitar Hero, em uma coluna ironicamente denominada “Mente Aberta“, LuÃs Antônio Giron conta o causo de um menino que tenta impressionar sua filha de 17 anos mostrando as habilidade em Guitar Hero. Depois traça paralelos em que o jogo faz de errado à música, artistas e aos jogadores. Desconsiderando as indignações de pai, alguns trechos eu destaco aqui no blog.
Antigamente, quando a gente queria impressionar uma garota, tinha mais trabalho: era preciso tocar guitarra de fato, mostrar dotes na bateria ou então cantar Milton Nascimento ou Chico Buarque, acompanhando-se ao violão. Quando eu pretendia conquistar uma namoradinha, levava a menina para diante do piano e exibia meus dotes digitais tocando as Invenções a duas vozes de Bach, que não eram difÃceis, mas causavam alguma impressão. Música requer esforço. Videogames em geral fornecem a ilusão de que é possÃvel vencer uma batalha ou virar virtuose sem trabalho algum.
Já esta claro como água o erro, mas vou comentar ainda assim. Comprar um vÃdeo-game com o ate de fazer música já é errado. O game é um entretenimento que, logicamente “Fornecem a ilusão de que é possÃvel vencer uma batalha ou virar virtuose“, do mesmo modo que uma partida de futebol de botão fornece a ilusão de que os jogadores são reais e que se é possivel vencer a partida e tornar-se um craque/goleador.
Tenho quase certeza que LuÃs Giron não pensava nisso durante suas partidas de botão com o avô, caso tenha feito. Ou com qualquer outro jogo de tabuleiro – o que mais se aproxima das versões de games antes do pioneiro Atari.

photo credit: caulfielddo
Após Giron afirma experimentar a brincadeira e sentiu-se decepcionado :
Abandonei o jogo decepcionado. Pensei: esses games vendem como música  o simulacro da música e reduzem a apreensão da mensagem musical mais direta e simples – como o rock – a lixo cultural. Que pena ver os jovens envolvidos numa atividade regressiva e idiotizante. A música volta à moda de novo, agora como brincadeira inconsequente.
Novamente, parece atado a suas velhas culturas. “Esses games vendem como música o simulacro da música“, o que ele não entendeu é que não é só o game que vende música, a Tv vendeu música e ainda vende, o rádio vendeu música e ainda vende. Ele mesmo deve ter consumido muito dessas formas de vendas. O que faltou foi a sensibilidade de entender que além de vender música, vendem diversão. É um novo jeito de se vender na era da internet onde qualquer conteúdo pode ser adquirido e que o conhecimento é limitado apenas pela vontade do ser humano.
Além do mais, mostrou-se indignado com a presença do jogo The Beatles: Rock Band como se fosse uma heresia e não uma homenagem – e publicidade à s novas gerações – ao quarteto inglês. O qual ele chama de Fab Four, sinal de que foi e é fã de Beatles. Ainda cita Giles Martin como responsável por tal ato. O que de fato é, mas não considero errado.
É triste assistir a Giles Martin  – filho do grande maestro e produtor George Martin, o popular Quinto Beatle – envolvido com o desenvolvimento de um provável engodo auditivo como esse. Logo a turma da Apple Records, que se recusou a entrar no comércio de música digital com medo da pirataria. Logicamente está de olho nos lucros do game. É a herança querendo se expandir. Mas será essa a herança que nos interessa? Não seria mais interessante os meninos ouvirem e aprenderem a tocar diretamente dos discos, ou então pegando cifras para violão e guitarra, que facilitam o caminho, mas não o vulgarizam como Rock Band?
Duas coisas: Uma, a Apple Recods pelo visto, posso estar errado, não é nenhuma entidade ou empresa praticamente da filantropia, não podemos culpa-la apesar do legado deixado por John Lennon. Outra, será que todos os fãs de música – especialmente do rock – é obrigado a ter interesse em executa-la? LuÃs, até os grandes artistas precisam de ouvintes…
Em um trecho anterior é citado também:
Isso permitiria ao jogador passar várias fases e, assim, de alguma forma se transformar em um beatle, tomando contato direto com as gravações originais. É a conquista do paraÃso por meio da interatividade do videogame. É claro que a gente se finge de ingênuo e acredita. Mas vamos e venhamos que esse método pueril não impressiona ninguém.
Sim, nós fingimos sermos ingênuos e acreditamos no que nós é mostrado pela tela. Alguns de nós registramos esses momentos, dividimos com amigos – do mesmo modo que o garoto dividiu com a sua filha, mas sabemos dos limites disso. Digo por mim, no meu currÃculo não tem a lista de jogos no qual me dei bem. Acredito que esse seja o limite entre o acreditar e o ser.

photo credit: After Yesterday
Os games musicais desencaminham a juventude. Tiram dos meninos o último dos prazeres espontâneos: o de ouvir música, o de tentar tocar um instrumento, de se envolver inteiramente na arte – e isso dá trabalho, é preciso saber mais do que cinco notas para tocar uma escaleta que seja.
Pelo contrário, muitos desses meninos de agora começam nesse jogo e “desencaminham” a querer tocar guitarra, baixo, bateria… Ter o pensamento assim é o mesmo de não considerar literatura infantil útil para iniciação de um pequeno leitor. O primeiro contato divertido desperta o interesse da criança, jovem e adolecente. Entregar o pesado volume d’A Divina Comédia logo de cara é espantar o interesse. O mesmo acontece com a música e instrumento musical, primeiro é preciso deixar se divertir com a música, dançar, curtir… jogar.
Para finalizar aqui:
E eles podem deixar o jogador obeso, um vegetal inchado que acredita que está solando à guitarra. Até a air guitar é melhor.
Ver TV demais, comer demais, não praticar exercÃcios… tudo isso e muio mais também pode tornar alguém obeso. Algumas vezes “um vegetal inchado que acredita que esta solando à guitarra” , outras um que acredita estar trabalhando, vendo futebol, almoçando, que deixa de dar a caminhada…
Portanto, finalizo a minha opinião com o comentário oficial que deixei na página do artigo no site da revista Época.
Diversão em nÃveis diferentes.
Não acredito que possas comparar as duas coisas. Me admira que escreva na sessão denominada “Mente Aberta” da Época, pois seu comentário foi tipicamente retrogrado. Aos 17 anos, adolescentes já têem um nÃvel de compreensão do mundo para distinguir a prática de um jogo à prática musical. Sim, é um “simulacro” feito para divertir, formando OUVINTES de rock, não “músicos” como deixa claro que todos os admiradores do rock devem ser. É, sim, um novo jeito de ouvir a música. É, sim, um novo jeito de apresentar o passado as novas gerações. Deverias ficar feliz por ter o passado revisitado e não soterrado pelas músicas atuais. Além do mais, repito, é um modo de diversão com música, nada mais que isso. Obrigado.
Não tenho a intensão de agredir LuÃs Antônio Giron por ter a sua opinião, utilizei deste espaço apenas para dar a minha visão e assim poder mostrar um outro lado para os leitores e até mesmo ao Giron.




13 Responses to “É Possivel aprender sobre música com Rock Band e Guitar Hero”
August 25th, 2009 at 15:53
Dessa vez tu resolveu trabalhar mesmo héin Hahah.
É isso aà mesmo, diversão, ponto.
August 25th, 2009 at 16:49
August 26th, 2009 at 19:22
Li o texto publicado na coluna Mente Aberta antes de ler este aqui. E sinceramente, este senhor é um tanto quanto retrógrado para estar a frente desta coluna. Guitar Hero e seus derivados, nada mais são que jogos para única e simples diversão do usuário. E de bônus ainda consegue atrair mais fãs para músicas clássicas. Esta história de acabar optando pelo mais fácil em contrapartida a árdua tarefa de aprendizado de algum instrumento, pode acontecer, mas isso é caso pequeno. Por minha experiência digo, jogo guitar hero, e pelo contrário, eu sinto uma baita vontade de aprender a tocar a música na guitarra também. Guitar Hero é um fenômeno, que fazem com que milhares de pessoas venham apreciar música, de um novo modo.
Excelente texto Mr Fanny.
Ps: De manhã eu escrevi um post só que apertei backspace sem querer e voltou pra página anterior, apagando tudo que escrevi. =P
August 26th, 2009 at 21:44
Baita argumentação, Fanny. Assino em baixo.
É triste nessa época de liberdade cultural na internet as pessoas ainda teimarem contra as novas soluções pra indústria musical. É que nem os camaradas que ficavam xingando a jogada do Radiohead com o In Rainbows, ou o que o Nine Inch Nails tem feito no quesito de novas soluções pro mercado musical…
Lastimável.
September 5th, 2009 at 9:06
Fanny, não gosto tb do cara, o Giron, muito conservador e de curta visão, mas não concodo tb com todos os seus argmentos, apesar de tê-los considerado pertinentes. Para mim o que está em jogo nesses videos games é como estas empresas estão vendendo os jogos, que é exatamente na ilusão para as crianças de que jogar estes jogos seria como tocar guitarra de verdade ou aprender a tocar de verdade. É uma enganação e uma má fé dessa indústria bilionária de jogos. As crianças, depois de ouvirem falar do game, enchem o saco dos pais até comprarem o jogo e se decepcioanr mais tarde, mas dai já é tarde, já se comprou e já se engordou os cofres da indústria da mentira. Acho que isso deve ser considerado em suas e demais crÃticas.
September 9th, 2009 at 10:44
Vc é um nonsense que não consegue entender o que acontece de verdade.
Eu tenho um projeto de ensino musical paera comunidades carentes.
Estes mesmos carentes pagam R$ 3 a hora em Lans para aprender música com estes softwares e, depois, chegam as aulas acreditando que é mais fácil aprender usando uma guita de plástico. Não querem estudar música. Não querem estudar! Querem cores e sinais luminosos que piscam!
Pior ainda para a bateria, que de verdadeira não tem nada, nos jogos propostos. Como enganam as crianças e jovens…não só elas! pelo jeito, estão enganando vc, sr!
Se é so entretenimento, pq não divulgam isso. Pra que colocar tantos apelos visuais e sonoros, criando e incentivando que estão fazendo sucesso ali, na tela????? Vc não sabe nada de música e por isso deveria ficar calado.
Se ainda acha que está certo, por favor…abra a sua cabeça de nerd video-gueimista.
September 9th, 2009 at 10:49
“Desculpem os erros. O nervosismo é grande e não revisei o texto como deveria.”
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Vc é um nonsense que não consegue entender o que acontece de verdade.
Eu tenho um projeto de ensino musical para comunidades carentes.
Estes mesmos carentes pagam R$ 3 a hora em Lan’s para aprender música(?) com estes softwares e, depois, chegam as aulas acreditando que é mais fácil aprender usando uma guitarra de plástico. Pudera!
Não querem estudar música. Não querem estudar! Querem cores e sinais luminosos que piscam, além de gritos de um público fantasioso que não serve somente para ilustrar o game. Ele excita e estimula os jogadores.
Pior ainda para a bateria , que de verdadeira não tem nada nos jogos propostos.
Ahhh…como enganam as crianças e jovens…não só elas! Pelo jeito, estão enganando vc, sr blogueiro!
Se é so entretenimento, pq as fabricantes não divulgam isso???
Pra que colocar tantos apelos visuais e sonoros, criando e incentivando que estão fazendo sucesso ali, na tela?????
É…pelo visto, vc. não sabe nada de música e por isso deveria ficar calado.
Se ainda acha que está certo, por favor…abra a sua cabeça de nerd video-gueimista e não entre em metodologias de ensino. Fuja da música, ok?
September 9th, 2009 at 12:59
Concordo em tudo que tu diz, quanto ao fulaninho revoltado ai de cima, vai catar uma pepeca!!!
Abraço!
September 9th, 2009 at 13:38
@Alvaro – REVOLTA GRATUITA! YARRR!
“pagam R$ 3 a hora em LAN’s para aprender música(?)”
“Se é so entretenimento, pq as fabricantes não divulgam isso???”
Em nenhum momento as produtoras dos jogos citados se comprometem a ENSINAR, mas a ENTRETER. Vide o selo ESRB – ENTERTAINMENT Software Rating Board – que estes e qualquer outro jogo deve conter. Também não se comprometem a ENSINAR pois já é provado que jogos didáticos não vendem. Por mais altruÃsta que possa ser, as pessoas que te financiam querem retorno financeiro. Tenha em conta também que consoles são chamados tecnicamente de SISTEMAS DE ENTRETENIMENTO, ou seja, é para diversão, assim como um mp3 player, ingressos para jogos de futebol e programas de televisão em geral.
E videogames não tornam ninguém melhor em alguma habilidade real que seja simulada em jogos. Todo jogador sabe que, apenas por jogar CounterStrike, não significa que ele saiba atirar de verdade apenas jogando.
“Eu tenho um projeto de ensino musical para comunidades carentes. [...] depois, chegam as aulas acreditando que é mais fácil aprender usando uma guitarra de plástico. Pudera! Não querem estudar música. Não querem estudar!”
Não desconte a SUA frustração por ter dificuldades em ensinar música ou qualquer coisa. Já parou pra pensar que seus alunos NÃO QUEIRAM ser músicos? A faixa etária e ambientes socioculturais devem ser observados e contornados/superados para que um moleque que sequer tem p*nt&l#h*s domine as escalas pentatônicas. As melhores escolas de música afirmam que, antes de aprender um instrumento, o aluno deve aprender a OUVIR música. GH e RB são duas das diversas opções para isso.
“Pra que colocar tantos apelos visuais e sonoros, criando e incentivando que estão fazendo sucesso ali, na tela?”
NINGUÉM joga nada para se sentir entediado e/ou um M&RD@ fracassado.
“pelo visto, vc. não sabe nada de música e por isso deveria ficar calado. Se ainda acha que está certo, por favor…abra a sua cabeça de nerd video-gueimista e não entre em metodologias de ensino.”
Você não consegue a atenção e dedicação de seus alunos e culpa jogos de videogame como nazistas culpavam os judeus pelo caos mundial. Não tem moral NENHUMA de falar de metodologia de ensino se a sua não funciona.
Também mostra que não conhece a sistemática dos videogames, portanto use do seu próprio conselho e fique calado quando o assunto for jogos ou debates racionais.
“Fuja da música, ok?”
E depois reclama que seus alunos não querem aprender música? Vá fundar uma igreja que você lucra mais, radical!
September 9th, 2009 at 14:33
Mas isso mesmo que eu penso. Se o cara não quer aprender música, ele não vai aprender de jeito algum. A pessoa só toma gosto por algo, quando começa a usar. Partindo disto, ela demonstrará (ou não) interesse sobre determinado assunto. O mesmo poderia se empregar na mecânica automotiva. A pessoa antes de querer fuçar em um carro, ele deverá(grande parte dos casos) ter dirigido o veiculo. Então, realmente antes de querer ensinar seus alunos a tocarem, ensine eles a ouvir, a apreciar a música e toda a beleza e complexidade que a compõem.
September 15th, 2009 at 12:59
Siceramente amigo, esse care é um boçal. TÃpico comportamento de quem sempre tentou tocar algum instrumento e nunca conseguiu. Aplausos pra tua réplica. Abração
September 17th, 2009 at 1:29
@Alvaro –
Alvaro,
A industria do entreternimento em geral, onde entra os fabricantes de jogos, não são instituições filantrópicas. Então devemos nos acostumar a idéia de que o objetivo é obter lucro. Ok? Como outros comentáristas ja disseram e eu disse no post: o objetivo é entreter.
Vou até me citar: “O game é um entretenimento que, logicamente “Fornecem a ilusão de que é possÃvel vencer uma batalha ou virar virtuose“, do mesmo modo que uma partida de futebol de botão fornece a ilusão de que os jogadores são reais e que se é possivel vencer a partida e tornar-se um craque/goleador.”
Acho louvavél, de verdade, sua ajuda nas comunidades carentes. Mas pelo que deixou transparecer infelizmente não esta obtendo sucesso.
Não sei qual estilo de música esta ensinando aos jovens da comunidade, mas uma coisa parece clara, você esta falando na sua aula, mas não esta ouvindo. O que seus alunos escutam? Hip Hop, Rap, Rock, Samba ou pagode? Acho que seu estilo não esta despertando interesse nos alunos, talvez porque não gostam ou talvez por você não tornar ele interessante. Ao invez de tornar o vÃdeo-game um inimigo e partir para cima dele como um cavaleiro das cruzadas saqueando meca. Você poderia usar os games ao seu favor. Basta usar a criatividade.
Outra, nem todos tem vontade de se tornar músicos. Respeite essa vontade e ajude-o a procurar outra vocação.
Por fim, talvez eu não saiba nada de música mesmo. Entendo apenas um pouco do que escuto. Mas não me diga para que eu fuja da música, a música é um dos maiores valores culturais de uma sociedade e negar ela é como negar a minha cultura. Talvez você deva aprender um pouco sobre a cultura de seus alunos e se aproxima da música dessa cultura, para ai sim querer ensinar-lhes algo que seja útil.
Obrigado pela visita.
October 1st, 2009 at 1:49
Se todos fossem aprender sobre música, seja lá qual for instrumento… Seriam shows sem uma platéia… quando você ficasse doente não haveria médicos pra tratar de sua doença, afinal ele learia uma carreira como músico. Não haveria outras profissões, porque afinal eles escolheram ter aula musical… Os jogos num geral é uma forma de entretenimento e diversão para criança. A midia não come a mente das crianças…os pais que não sabem cuidar e educar corretamente seus filhos, conheço pessoas bem sucedidas que jogam por pura diversão…outras que muito menos gostam do estilo rock, mas gostam do jogo em sÃ. Como outros sabem tocar e participam de uma banda de verdade, e joga com enorme prazer por pura diversão. É obviamente que tudo aquilo em excesso faz mal, pra isso existe os limites.
Grande maioria joga, simplesmente pelo fato de simular um show de verdade. Assim como existe simuladores de carros e aviões. Sem contar que em próprios treinamentos aéreos são usados simuladores de voo…
Agora sobre seus alunos… acho que o problema não está nele, e sim em você. Criança naturalmente quer brincar, e não ter um corujão em cima ensinando acordes. Uma infancia sem diversão não é nada legal, e INFELIZMENTe, não se pode mais brincar nas ruas. Acho natural uma diversão em casa. Agora se a pessoa se torna uma bola inflável, provavelmente o Pai e a Mãe devem ser outros bolofofos tbm. Sem mais!
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