Os Milagrosos Festivais de Bandas (not)
Todo mundo deveria nascer com um dispositivo de desconfiança, é incrivel a quantidade de gente que tenta tirar proveito das mais diversas sistuações. Não é por falta de aviso que caimos nessas, aquele tapa na bunda ao nascer é muito mais do que para o recém-nascido chorar e sim para ele saber que a vida não é justa.
Em qualquer segmento temos os maus-elementos, no ramo músical eles gostam de se chamarem de “produtores”, mas na verdade usam da inocência e esperança de adolecentes para ganhar dinheiro.

Eles fazem vários estilos, mas no fundo só querem o dinheiro.
Eu mesmo já cai nessa, duas vezes.
Minha primeira banda, Manicômio 205, foi uma das “vitimas” desses eventos. Eramos 4 caras de 14 à 17 anos, mal sabiamos tocar, portanto não conseguiamos tocar as bandas que mais curtiamos, como Led Zepellin, o jeito foi fazer nossas próprias músicas com o pouco de tecnica e muita criatividade, tudo no melhor estilo ”faça você mesmo”, o resultado foi um som simples de poucos acordes, com uma pitada de blues. Nossa primeira música era um pseudo-punk falando de mulher, chamada de “The Barbie Kill”, o interessante é que a letra era toda em português. Todas as outras músicas pareciam baladas-rápidas devido um periodo de influência de Beatles que eu tive. Além disso tocavamos também uma versão simples de “Bad to the Bone” e nossa arma-secreta “Cachorro Louco” da banda gaúcha , como nós, TNT.
Explico isso para vocês entenderem o contexto de como as bandas novas deixavam se enganar. No caso da minha ex-banda, seis meses de ensaios completos, muita vontade de mostrar o som em algo que eu chamei de “teste de palco” na época. Era um primeiro show, muitas outras bandas – ou microbandas – faziam shows em lugares especificos com mais um monte de outras, procurando por isso que fiquei sabendo de um cara que alugava os espaços e fazia enormes festivais, para um insentivo extra: Premiação para a melhor banda. Transformando o que era para ser música em competição. Entre os prêmio que mais me lembro de ouvir falar, estavam: Gravação de música, camisetas personalizadas da banda, bateria e alguma outra coisa nesse sentido.
Como disse, o que era para ser um festival virava uma guerra sonora em alguma lugar não preparado para o tipo de evento. O minimo era 10 bandas na noite, shows curtos de menos de 30 minutos. 4 ou 5 músicas no máximo. Cada banda tinha um numero de ingressos para vender, algo como 20, nesse que participei era 20 à 10 reais cada um. Um dinherão para a época.
Eu não percebi, ate segundo festival desses que participei, que geralmente dá algum problema ao longo da noite. Aparelhagem de som, organização da ordem das bandas, não ter vendido todos os ingressos, são apenas os mais comuns do que ocorriam. Fora que com dez bandas tocando em uma noite, sempre tinha bandas tocando até as seis horas da manhã, para quase ninguém. A gota d’água para mim foi quando um organizador abandonou o festival durante a metade e deixou apenas o cara da mesa de som cuidando tudo, o festival tinha prêmiações e para mim ficou claro que eles ja tinham um ganhador. Depois disso que percebi que nunca tinha visto o julgamento das bandas e desisti de festivais de uma vez por todas.

"Muito obrigado a todos que vieram. Valeu mãe e pai!"
Ok, no meio dessa trambicagem teve uns festivais um pouco melhores, com a idéia de apenas mostrar o que poderia ser os novos talentos da cidade. Mas é apenas o típico lobo em pele de cordeiro, no final tinha que vender ingresso e isso poderia significar prejuízo para a banda. Outra coisa digna de amadorismo era a falta de passagem de som, se eram muitas bandas, a passagem de som deveria ser obrigatoria e não o show terrivel.
No fim das contas, qualquer festival que a banda tenha que vender ingressos e que a passagem de som seja ignorada é roubada. A verdade é que as bandas deveria cobrar caso o um nível de qualidade fosse atingido, mas isso não é para qualquer banda.
No começo é normal fazer uns shows de graça, ou por cerveja, como muitos dizem. Mas logo que a banda começa a crescer e a ter fãs, já deve pensar e planejar retorno e um investimento. Mas isso já é um assunto para outro post.
Tags: Bad to the Bone, Bandas, Dicas, Festivais, revoltas, Rock, Show, Shows, TNT . This entry was posted on Wednesday, May 20th, 2009 at 3:43 and is filed under Bandas, Musica, Shows. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response, or trackback from your own site.


May 22nd, 2009 at 20:18
É triste mas é a realidade, tem uma ruma de mal produtores de música por aí… e isto não acontece somente com músicos, acontece praticamente do msm jeito com modelos e jogadores de futebol.
May 25th, 2009 at 10:59
Eu lembro-me da época da manicômio
.
July 10th, 2009 at 12:31
bom realmente tenho concorda com vc cai nessa diverssas vezes, moro em sampa tenho 2 bandas a diversos festis assim o ultimo q vamos participar será o da positivefoundation.com.br para ser bom q tem divulga em midia e escambau, estamos ensaiando duro fazendo investimentos altos, para coisa da certo ou pelos menos ser um show aparte, + com certeza será o ultimo desses festis q pretendemos participar, + te falo uma coisa enquanto tiver bandas de mulekadas bobas q aceitam proposta dessas ou enquanto tiver ovelhas no pasto o lobo sempre irá atacar flw
myspace.comeprom7
March 16th, 2010 at 19:02
Muitas vezes acreditamos que isto só acontece com os outros, que isto é coisa de televisão… Nada, tem sempre alguém conhecido que já passou por alguma história semelhante.