Fanny in Box

Opiniões, música, filmes, livros e um pouco de mau-humor.

Mais sobre minha ida ao Motley Crue em Buenos Aires

Leia a parte um da viagem

Ou Guia de Indiada – Buenos Aires (pt.2)

Segundo meu guia Próxima Viagem da Editora Peixes: Buenos Aires é uma cidade plana. A maior elevação em área urbana atinge apenas 25 metros. Muitas regiões são abaixo do nível do mar, ou seja: perfeita para caminhadas.

Com esse pensamento passei minha estadia por lá, peguei ônibus uma única vez, que foi para ir ao Club Ciudad del Buenos Aires. O Custo da passagem é de apenas um peso, mas atenção: Não há cobradores no ônibus e sim uma máquina que lhe dá um ticket. Portanto, leve moedas.

Os ônibus são uma graça a parte, mais da metade da frota que vi – se não todos – fazem um barulho parecido com o de panela de pressão, soltando silvos que acredito ser dos amortecedores. Esse barulho ocorre durante toda a viagem, não chega a incomodar e quando pedestre pude “prever” sua aproximação graças ao barulho.

The Almighty 60
Creative Commons License photo credit: gorriti

Outro meio de transporte é o Taxi. Me falaram que os táxis são baratos por lá, devido a grande concorrência. Mas cuidado para não pegar os clandestinos, nem notas falsas que os motoristas de má fé dão no troco.

Show sem Cerveja e Motley Crue

Por ser um evento organizado pela Pepsi, por isso que se chama Pepsi Music 2008, todos as bebidas eram deste fabricante, o que eu não contava era com a falta de cerveja do lugar. Um evento grande como aquele – com dois palco grandes, pelo menos 2 pequenos e muitos stands – não ter nosso chazinho de cevada foi como uma facada pela costas da Pepsi, mas isso explicou a quantidade absurda de garrafas e copos na frente do Club Ciudad.

Os shows que vi da banda Horcas foi muito bom, trash metal pesado que me deu energia. Não conhecia a banda e a performance me surpreendeu, durante minhas pesquisas achei vários acusações de plágio feitas por fãs de outras bandas, vale a pena dar uma olhada.

Rata Blanca é o tipico Metal-Veloz-Nerd, durante o show uma quantidade absurdas de argentinos-nerds-gordos cantando as músicas e delirando aos solos de Wálter Giardino (que é o deus da guitarra na Argentina), tipicas criaturas mágicas que saem das tocas uma vez por ano.

A chuva que eu só pensava que iria ver no domingo pela manhã, adianta-se e cai nas ultimas músicas do show da Rata. A chuva em um palco aberto significou uma coisa, atraso. Mais de uma hora em empurra-empurra onde eu disputava espaço com os hermanos, todos esperando a grande atração da noite.

Quando a chuva dá uma trégua, os roadies resolvem acelerar o trabalho. E finalmente depois da espera vem a recompensa. A sensação de ver Motley Crue no palco foi tão forte quanto a onda de pessoas esmagando umas as outras. Agüentei no meio do povão cinco músicas e resolvi recuar porque eu estava prestes a morrer para uma área menos perigosa. Digo que ate vi o show melhor essa mudança estratégica de lugar. Em certos lugares era tanta gente que não se tinha escolha, quando eles pulavam não dava para não pular, mesmo quando não se queria. A mágica desse show é que facilmente viraria mais um DVD da banda. A desvantagem é que com tanta gente a possibilidade de ver o show de longe é cada vez maior.

“Me gusta la Fiesta” Tommy Lee

A chuva não desiste e volta. Com sua volta parece que o Motley ganhou mais energia e conseqüentemente todo o povo que os assistia. Os Argentinos não perdem para os brasileiros em questão de barulho, a cada fim de música começava a cantoria do “Olé olé olé“. Tommy Lee foi saudado ao falar com o público, ele é um dos que tem mais apelo do povo, além do seu indesconfiável talento na bateria ele namorou e gravou (e vazou) a estrela Pamela Anderson, que muito conhecida por sua simpatia física. “Me gusta la Fiesta” foi seu grito quando finalmente conseguiu um microfone funcionando. Miki Mars me impressionou com a agilidade na guitarra e saudou o público com Voodoo Child do Hendrix.

Na chamada para o bis o povo não fez tanto barulho, começaram bem mais logo cansaram e depois começavam de novo. No bis, Home Sweet Home, que teve a introdução tocada quatro vezes: Teclado (Lee) com público cantando. Teclado de Lee com o público, Mars e Six acompanhando. Vince Neil contando e microfone falhando, público cantando o resto e por final com Neil cantando junto. Houve muita rasgação de seda entre a banda e o país, além de ser o primeiro show na América Latina do Motley Crue – e eles prometeram voltar – o já citado barulho mesmo abaixo de chuva parece ter agradado muito. Entre os afetos à Argentina Nikki Six balança uma enorme bandeira da Argentina e depois – já no bis – Neil canta com a camiseta da seleção deles.

Não tenho duvida que foi emocionante para os nativos esse show. Em todo meu período por Buenos Aires vi muitos rocker por lá, muitas tatuagens em homenagem a bandas consagradas como: Kiss, Ac/Dc e o próprio Motley Crue. Aposto que se tivesse cerveja, esse seria um dos melhores festivais da América Latina de Rock.

Vídeos e Fotos

Sem o chavão de “uma imagem vale mais que mil palavras”, mesmo um vídeo não trás a mesma emoção para quem não estava lá.

[Vídeo]Tommy Lee falando com os hermanos.

[Vídeo] Motley Crüe Dr. Feelgood (gravado pela Tv Argentina)

[Vídeo] outa de Dr. FeelGood com citação do Nikk Six antes da música

[fotos] na pesquisa do flickr

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