Gig Rock: Oitava e Nona Noites
Pois é pessoal, a Gig já acabou. Ontem foi o último dia, justamente no dia mundial do rock. Obviamente isso não foi mera coincidência. Mas vamos falar do que passou na sexta e no sabado antes.
Na sexta…
Sexta-feira, pós ceva&Blogs 4. Fui direto para a GigRock.
Vou confessar, eu queria ter ficado mais no Ceva&Blogs, mas o dever me chama e eu sou curioso quanto a essas bandas novas e independentes.
Chego no porão e Yanto Laitano já está no palco. A princípio somente um homem tocando no piano música dos outros. Depois, suas composições, com baixo e bateria completando o time. Encontrei em suas composições e até um pouco na forma de conduzir o show baseada no tamém compositor e pianista Fito Paez. Comparação essa não pejorativa, nesse caso é um elogio. Entre suas músicas havia uma que já era de conhecimento geral: “Meu Amor”. Se alguém ali não conhecia esta música passou longo tempo longe do Rio Grande do Sul. O som é bom de se ouvir em casa, o show é parado demais.
Desde o ultimo show que eu vi da Andina, posso dizer que muito pouco mudou. O que mudou para mim é que o som não parece ser confuso, eu que descobri não gostar. Com presença de palco fraca e trocas de instrumentos que ao meu ver são desnecessárias - tipo: tecladista e baixista trocam trocam os papeis; isso aconteceu nos dois shows deles que vi e acredito que aconteça sempre.
Li no Multiverso Quântico, sobre as bandas usarem Ac/Dc para animar a galera. Amplio isso para Rolling Stones. A Identidade aprendeu essa lição. Claro, muito mais Stones do que Ac/Dc, mas jurei uma hora escutar a introdução de Jailbreak. Acho que pelas referências a banda se torna boa. Mas eu confesso, odeio fãzinho de bandas e isso eles tem “as pampas”. É bom de ver, bom de ouvir, mas eu tava com pouco dinheiro pra cerveja.
Encerrando mais uma noite, os Flutuantes. “Rockzão antigo com pegada”, é assim que defino os Flutuantes. Não foi o destaque da noite, mas fez bem o papel, mostrando o jeito old school de fazer rock.
… e no sábado
Para o sábado eu me preparei psicologicamente. Sábado é cheio de gente. Sempre.
Cheguei atrasado lá, para variar só um pouquinho. Mas foi bacana passar reto em uma fila gigante e não ter que esperar horas para entrar.
Perdi o show dos Ecos Falsos, banda de São Paulo. Então pula essa!
A Pública apresentou seu documentário do novo cd, em um telão. Músicas do primeiro álbum foram cantadas por vozes gritantes e desafinadas. Não é querer comparar a Pública com Beatles, mas lembrei muito do vídeo preto e branco de “I wanna hold your hand’”. Também foram apresentadas as novas músicas, que achei bem melhores. Como foi dito no documentário, a Pública está mais madura.
Walverdes não me fez nem cócegas. O som é bom, mas não me atingiu. Na verdade, gostei mais dos instrumentais que foram tocados durante a troca de corda da guitarra do vocalista. Sim, ele conseguiu arrebentar a quinta corda.
Depois de alguma demora, a banda goiana Moveis Coloniais de Acaju começa seu show. Foram superiores a tudo: aos problemas técnicos dos microfones, do pouco espaço e do pé quebrado. Pois é, o tecladista e gaitista estava com o pé quebrado. O show foi algo muito diferente do que eu estou acostumado. No palco parecia uma bagunça. Quem estava atrás ia para frente e vice-versa, sem parar. Lá pelas tantas os metais da banda dão uma folga no palco, aparecendo na sacada do mesanino, ainda tocando. É o tipo de show que eu digo, só vendo para saber.
De tudo que eu vi até hoje no GigRock, Império da Lã foi o mais estranho. Veja bem, vamos recapitular: vi um cara punhetiar a guitarra, uma banda imitando mal Sonic Youth. Também vi uma lenda do rock gaúcho, punks de qualidade e muito rock genuinamente brasileiro. No meio de tudo isso, vi o Império da Lã, banda feita só para os músicos tocarem covers e que é uma suruba de gente. Vi tantas pessoas passarem por aquele palco que só consigo saber de uma coisa: Carlinhos, vocalista da bidêounadê, tava muito mais do que bêbado e foi um show de entretenimento. Derrubando cerveja, errando letras e caindo… ah, como eu ri quando ele caiu e, na volta ao palco, ostentou suas calças rasgadas. Não recomendo a visão disso para ninguém. Enfim, foi o show mais comprido do evento. Um dos mais engraçados e descontraidos.
Já sabe o que teve nos outros dias?
1° Dia: 04/07
2° Dia: 05/07
3° Dia: 06/07
4° Dia: 07/07
5° Dia: 08/07
6° Dia: 09/07 e 7° Dia: 10/07
8° Dia: 11/07 e 9° Dia: 12/07
10° Dia: 13/07




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