Gallo Cinza, a Speed

Então, estava na vontade de trocar de bicicleta.
Para quem não sabe, atualmente uso uma Sundown antiga que foi emprestada da minha sogra. Tive que arrumar várias coisas nela, o cano que dá suporte ao banco tava emperrado por causa da ferrugem no quadro e outras coisinhas que foram trocadas. Poucos meses depois o Doutor Destino (que é foda, como diz a música) me deu através de uma promoção de posto de Gasolina, que ate hoje não me lembro de como fui participar, outra bicicleta. Feliz da namorada que agora poderia pedalar comigo.

Mas um dia resolvi mudar, sempre quis ter uma speed e só estava esperando a oportunidade bater na minha porta, não foi isso que aconteceu então eu fui atrás da oportunidade. O fato é que agora possuo a Gallo Cinza.

Assim que peguei ela já fui testar a diferenças. Posso – e aposto – estar falando bobagem, mas uma das diferenças que senti foi que cansei um pouco mais para faze rum caminho, mas fiz ele mais rápido. O que me leva a crer é que talvez eu tenha pedalado mais rápido que o normal. Fiz da Assis Brasil esquina com a Sertório até mais ou menos o Bourbon Assis Brasil em meia hora.

Primeira coisa que fiz foi colocar as luzes nela, acho algo muito importante – e um dia vou me estender nesse assunto. A noite (oito horas da noite) fiz mais um pedal até o Shopping Iguatemi para ver o filme John Carter.

Duas coisas que foram tensas, não estou acostumado com o banco e provavelmente por causa dos pneus finos, sinto praticamente todo impacto da bicicleta nos desníveis das ruas. Acho que vou ter que trocar de banco.

 

PS: Não sou ciclista profissional, apenas uso a bicicleta para andar ou chegar do ponto A ao B.

Parabenizando

Parabéns Porto Alegre. 

Na minha vida já são 23 quase 24 anos vivendo e sobrevivendo em cima de você.

Infelizmente, Porto Alegre é apenas uma cidade e não um ser vivo. Porque seres vivos normalmente nos seus aniversários refletem sobre seus erros e acertos. Sobre o que pode mudar para melhorar e sobre suas decisões para o futuro.

Como Porto Alegre é uma cidade, ela não pensa sobre sua própria existência, ela não pode ser culpada por ser como é, no bom e no ruim. Porto Alegre é a consequência das escolhas de gerações, devemos então escolher melhor para ajudar a pobre e indefesa cidade.

O caminho que a cidade deve seguir é a melhora da mobilidade urbana, que é diferente do pensamento “Mais ruas para mais carros“, mobilidade urbana é investimento no transporte público e na prioridade dos meios de transportes menores e coletivos.

Porto Alegre, ideal, deveria incentivar o transporte coletivo e também o alternativo e desestimular o transporte com carro. Errado é pensar que Carro é direito, direito é ir e vir, carro é apenas um modelo de se fazer isso.

Feliz Aniversário Porto Alegre. Digo feliz, porque mesmo com os problemas consigo sobreviver de bicicleta.

 

PS: Trânsito não é a unica coisa da cidade, prefiro que as prioridades sejam Educação e Saúde Pública primeiro.

Meu Default ao Pedalar

Suponho que vocês não sabem, vou supor mesmo porque não é tão difícil saber se você me segue no twitter, eu moro na zona norte de Porto Alegre. Gosto de informar isso, porque por algum motivo parece que só existe ciclistas porto-alegrenses da zona central, uma mentira que até entendo: Pedalar na zona norte é uma mão!

Primeiro porque, como o resto da cidade, não foi pensada para ciclista. Até ai tudo bem, pouca coisa foi pensada para os ciclistas, estou acostumado e sei que as mudanças são lentas em todos os setores do país. Mas mesmo assim vou lá eu com minha magrela – minha nada, emprestada da minha sogra – pedalando por avenidas como Assis Brasil, Baltazar, Sertório, AJ Renner…

Quero dizer que apesar das dificuldades, não posso simplesmente colocar a culpa na cidade e não fazer nada, eu tenho uma atitude default quando pedalo.

Não sou um cara que tem medo do trânsito, ocupo meu espaço na rua/avenida e sigo. Quando digo “meu espaço” quero dizer, espaço que considero seguro pedalar com boa área de escape. Outra coisa que faço é sinalizar e me fazer ser notado, quase um sistema motoboy* de prevenção. Sinalizo com os braços as curvas e minha intenção no trânsito da capital, pedalo como se fosse um carro, respeitando os pedestres e subindo na calçada apenas em última estância, quando o faço reduzo muito a velocidade até a velocidade de um pedestre mesmo, nada de andar “voando” pelas calçadas, além de tudo isso eu uso muito a buzina, no meu caso o “trim-trim“.

Acredito que essas simples atitudes que mantenho aliviam muito a “guerra do trânsito“, eu faço a minha parte primeiro para eles – pedestres, carroças, carros etc – fazerem as deles. Não faço porque sou bonzinho, bom moço ou coisa que valha, faço porque quero pedalar seguro e tenho que dar o exemplo.

Ciclista está estigmatizado pelo passado recente de ser uma pessoa mal-humorada, chata e intolerante. Exatamente o mesmo estigma que os motoristas dos outros veículos.

 

 

*Motoboy: porque se reparar nos motoboys mais preventivos eles usam buzina para passar por quase todo cruzamento.

Novas mudanças. Manifesto de alguma coisa

Um. Dois. Três. Testando. Um. Dois. Três.

~~ microfonia ~~ 

Olá amigos.

Venho informar das mudanças que o blog terá, não vou mudar o endereço e muito menos apagar as postagens antigas. Mas deixarei de postar (ou de não postar) coisas aleatórias e focarei em assuntos ciclísticos de meu interesse. Vagando em busca de um blog que me agrade sobre bicicleta, mas que não fale exclusivamente do lado esportivo. Encontrei vários, mas nenhum totalmente do meu gosto.

O blog com o passar dos anos sempre tomou a cara dos meus gostos em cada fase desse mais de 4 anos, falei muito de música e opiniões no seu inicio. Depois veio a vontade de expandir e até tirar um lucro daqui. Depois, podre de rico já, cansei do ritmo que a internet demandava, junto com a depressão dos blogs de 2009 e comecei a vagar sem esperanças na internet. Confesso que o twitter matou minha genialidade por ser um local mais expresso para o tipo de informações que gosto de compartilhar, além de o feedback ser praticamente imediato.

Mas todo o antigo registro fica guardado, prontos para receber spams – não, não vou fechar os comentários – e pra as pessoas me xingarem a vontade por ter uma opinião diferente. Também pode funcionar como fonte de pesquisa para uma futuro biografia minha, caso alguém queria escrever.

Free Rider

Free Rider

Esse é o manifesto – adoro essa palavra – da mudança de ares, agora é preparar o pulmão e os tendões. Pedalar por gosto e pela inteligência. Sem levantar bandeiras politicas, sem achar todo o motorista um animal, repassando um pouco da (pouca, confesso) experiência adquirida.

Em breve, o verdadeiro primeiro texto sobre minha experiência ciclística.

Onde me encontrar além daqui:

about.me/faneinbox

Twitter: @faneinbox .

www.mesadebardogremio.com.br – [futebol] Comentários sobre o Grêmio, estou nos textos, podcast e no vídeo comentando os lances.

 

 

Futebol, Religião e o Uso errado da palavra Profissionalismo

Futebol, além de ser o melhor esporte do mundo, uma caixinha de surpresas, de amor a camisa, campos cheios de buracos… É um esporte que move muita gente, dinheiro e olhares.

Ouvi e li a entrevista do Técnico do São Paulo, e ex-goleiro do Grêmio Campeão Brasileiro de 1981, Emerson Leão à Folha falando sobre a dedicação dos atletas e um pouco como a religião afeta a vida profissional do jogador.

Leão é há muito tempo conhecido pelo seu cabeça-durismo e por ser personalista demais. Mas isso não signifique que ele não possa falar algumas verdades, o que para mim é apenas mais daquele talento de reconhecer os defeitos alheios e não conseguir olhar para os próprios.

Na entrevista Leão fala sobre algo que o futebol carece, comando. Principalmente contra jogadores crentes, onde o técnico tem que dividir o comando com um pastor, “Você falava aqui, e o pastor mudava tudo de lá.“. Outra coisa que ficou transparente é a falta de capacidade de superação que alguns atletas “de cristo” apresentam: “O jogador religioso perde um pênalti, perde outro e fala: ‘Deus quis assim’. ‘Mas no futuro ele vai me reservar coisa melhor’. Sério, já cansei de escutar isso.“.

Futebol

Foto de mrLorenzi (http://www.flickr.com/photos/mrlorenzi/)

Fica nítido que os religiosos estão em todo o lado do futebol, com sua moralidade cristã que rouba a competitividade dos campeonatos e torneios do país. Com a política de boa vizinhança daquele jogador que sabe que vai trocar de clubes mil vezes na carreira, para ele e o agente ganharem suas cifras e sabem que muitas das vezes pode ser para o maior rival.

Tudo isso protegido por empresários, dirigentes e pela torcida que acostumou-se a ver bons jogadores serem tratados como craques e vão ganhando aval para fazer o que bem entendem sobre a bandeira do profissionalismo, falso esse, acima do amor à um clube ou principio.