Fanny in Box

Opiniões, música, filmes, livros e um pouco de mau-humor.

Futebol, Religião e o Uso errado da palavra Profissionalismo

Futebol, além de ser o melhor esporte do mundo, uma caixinha de surpresas, de amor a camisa, campos cheios de buracos… É um esporte que move muita gente, dinheiro e olhares.

Ouvi e li a entrevista do Técnico do São Paulo, e ex-goleiro do Grêmio Campeão Brasileiro de 1981, Emerson Leão à Folha falando sobre a dedicação dos atletas e um pouco como a religião afeta a vida profissional do jogador.

Leão é há muito tempo conhecido pelo seu cabeça-durismo e por ser personalista demais. Mas isso não signifique que ele não possa falar algumas verdades, o que para mim é apenas mais daquele talento de reconhecer os defeitos alheios e não conseguir olhar para os próprios.

Na entrevista Leão fala sobre algo que o futebol carece, comando. Principalmente contra jogadores crentes, onde o técnico tem que dividir o comando com um pastor, “Você falava aqui, e o pastor mudava tudo de lá.“. Outra coisa que ficou transparente é a falta de capacidade de superação que alguns atletas “de cristo” apresentam: “O jogador religioso perde um pênalti, perde outro e fala: ‘Deus quis assim’. ‘Mas no futuro ele vai me reservar coisa melhor’. Sério, já cansei de escutar isso.“.

Futebol

Foto de mrLorenzi (http://www.flickr.com/photos/mrlorenzi/)

Fica nítido que os religiosos estão em todo o lado do futebol, com sua moralidade cristã que rouba a competitividade dos campeonatos e torneios do país. Com a política de boa vizinhança daquele jogador que sabe que vai trocar de clubes mil vezes na carreira, para ele e o agente ganharem suas cifras e sabem que muitas das vezes pode ser para o maior rival.

Tudo isso protegido por empresários, dirigentes e pela torcida que acostumou-se a ver bons jogadores serem tratados como craques e vão ganhando aval para fazer o que bem entendem sobre a bandeira do profissionalismo, falso esse, acima do amor à um clube ou principio.

Google Street View em Porto Alegre

Eu realmente me espantei quando descobri do boato tempos atrás. E agora me espanto novamente vendo o resultado e o quanto já está avançado o Google Street View. Mas não, ainda não tem a minha rua.

EPTC bem estacionada.

Não sei o que me espantei mais, ter em Porto Alegre, ter em Porto Alegre e não ter ainda na Cidade Baixa ou já ter várias ruas e partes mais caóticas da cidade. A Restinga por exemplo, está mega avançada.

Pensando friamente, Porto Alegre é uma cidade sede da Copa do Mundo de 2014, então faz sentido participar do roteiro do Google Street View, principalmente pelos pontos turísticos.

Olímpico. Típico lugar turístico de Porto Alegre.

Agora abaixo alguns lugares que vi.

No Menino Deus.
Na zona Sul.
O pior lugar do mundo também está no Street View. BR-116 com a RS-118.

Um garoto se atravessa a rua, fora da faixa.

Além de Porto Alegre, algumas cidades da região metropolitana já estão também atualizadas, como Canoas e Viamão.

Para dizer que não coloquei Canoas nesse Post.

Curtiram? Vale a pena olhar também o Tumblr feito por algum oportunista rápido.  Porra, Google RS.

Gameplay de Portal

Como disse em um post do passado, joguei o Portal e agora sou aceito de volta no circulo de Nerds, mas me recuso a fazer piadinha com portais e tal.

Gravei meu gameplay de Portal e vocês vão perceber que sou um cara bem ruim em primeira pessoa, sou muito cagado. Tenho medo de tudo e tal. Bem curtam aí embaixo o  vídeo.

[Música] Dani Rauen – Qualquer Lá

Dentro do mais do mesmo da vida e do que passa nas ondas do FM, sempre surge alguma mente genial para mostrar que a humanidade ainda respira criatividade e bom gosto. Ao menos é o que me pareceu as 4 músicas do futuro álbum solo de Dani Rauen, Qualquer lá.

O Teaser que recebi desse novo trabalho da cantora conta com 4 músicas, sendo as músicas Após o Bip, Suspenso no Espaço e Era Eu, releituras respectivamente das bandas Laranja Freak, Acústicos e Valvulados e Véspera. Mostrando a diversidade de influências de Dani.

Além das três versões, a faixa-título Qualquer Lá mostra possivelmente como será o resto do trabalho de Dani Rauen. Ouça abaixo as músicas.

Qualquer Lá – Dani Rauen

Suspenso no Espaço – Dani Rauen

Após o Bip – Dani Rauen.

Era Eu – Dani Rauen.

[GAMES] Joguei PORTAL. Sou Nerd?

Por muito tempo passei negando a existência desse jogo, muito pela viralização que ele teve. Para mim, de uma hora para outra Portal virou um Cool e em sequência NERD, porque todo mundo que tem acesso a um jogo desse tipo acha que é automaticamente NERD.

ATENÇÃO, tô pouco me fudendo para spoilers, o jogo é de 2007 e já esteve até grátis no STEAM, então espero que tudo que eu diga sirva apenas como minha visão do jogo e minhas impressões.

Portal não é tão NERD quanto tentam fazer parecer, é sim um jogo bem lógico e nada complicado. É um jogo simples de primeira pessoa, não vou usar o nome em inglês que está na moda, usando o eterno HALF-Life como base – aliás eu nunca joguei esse jogo, só todo o resto que é baseado nele, onde é necessário solucionar alguns quebras-cabeças para seguir com o objetivo do jogo, sobreviver.

A história de PORTAL é bem simples, como todo o resto, mas isso é que dá o charme para todo o jogo. Você é parte de um experimento da Aperture Science, uma cobaia, não sabe como apareceu ali e nem como sair, apenas que tem uma voz computadorizada dando instruções e tentando ser amigável. Ela te ensina a lógica dos Portais e como usar-los com a Aperture Science Handheld Portal Device (ASHPD). Dando pequenos desafios para você solucionar e completar o percurso.

O jogo é bem divertido, viciante eu diria, e com bastante humor vindo da voz do robô. O interessante desse jogo ser em primeira pessoa é o tipo de raciocínio e visão que tem que se praticar, o pensamento tendo que se acostumar a criar portais ali e aqui e atravessar eles, voltar, deixar um portal em um ponto e ir até outro para poder retornar. Coisas simples que complicam se tu não “entra” dentro do jogo.

Não sei como vocês são para alguns tipo de jogo, mas eu entro no clima, fico pensando algum tempo depois de desligar procurando soluções e tal, mesmo que o jogo não seja difícil. Joguei uma tarde e mais um pedaço de outro dia. Mas é como se sentir um rato de laboratório, você vai completando e completando os desafios até querer começar a buscar a saída e querer se livrar do controle.

No jogo esse controle, esse papel de “aquilo que tudo vê” é feito pelo computador central, que também é quem te dá os desafios. A recompensa prometida por ele, se conseguir completar todos os desafios, é um bolo. O computador é bem humorado e adora fazer brincadeiras nas suas falas, com uma ironia quase infantil. Conforme se vai progredindo você vai percebendo que outras pessoas já passaram por esses testes, em alguns lugares escondidos é possível achar acampamentos de outras pessoas que já estiveram na mesma situação que você esta, nas paredes está os dias contados, como os presos fazem em prisões, e uma frase reveladora “The Cake is a Lie!” ou em uma tradução rudimentar, se é que existe isso para uma frase tão simples, “o bolo é uma mentira!”…

Um exemplo de frase, do robô.

“O Centro de Pesquisas promete sempre prover situações de teste seguras. No caso de situações de teste perigosas, o Centro de Pesquisas promete sempre prover conselhos úteis. Por exemplo: Nesta sala o chão irá te matar. Evite-o”.


É um jogo curto e muito divertido, ocupou bem algumas horas do meu dia em que eu poderia estar fazendo qualquer outra coisa, é um jogo simples em todos os sentidos, repito, mas isso não o torna menor. Esqueci de comentar no inicio que o jogo é feito pela VALVE. O que para mim não significava nada, já que não entendo nada desse assunto mais politico dos jogos, mas agora significa: Simples e divertido. Posso estar completamente enganado, mas é assim que PORTAL se mostrou para mim

Nota 4 de 5.