Futebol, Religião e o Uso errado da palavra Profissionalismo
Futebol, além de ser o melhor esporte do mundo, uma caixinha de surpresas, de amor a camisa, campos cheios de buracos… É um esporte que move muita gente, dinheiro e olhares.
Ouvi e li a entrevista do Técnico do São Paulo, e ex-goleiro do Grêmio Campeão Brasileiro de 1981, Emerson Leão à Folha falando sobre a dedicação dos atletas e um pouco como a religião afeta a vida profissional do jogador.
Leão é há muito tempo conhecido pelo seu cabeça-durismo e por ser personalista demais. Mas isso não signifique que ele não possa falar algumas verdades, o que para mim é apenas mais daquele talento de reconhecer os defeitos alheios e não conseguir olhar para os próprios.
Na entrevista Leão fala sobre algo que o futebol carece, comando. Principalmente contra jogadores crentes, onde o técnico tem que dividir o comando com um pastor, “Você falava aqui, e o pastor mudava tudo de lá.“. Outra coisa que ficou transparente é a falta de capacidade de superação que alguns atletas “de cristo” apresentam: “O jogador religioso perde um pênalti, perde outro e fala: ‘Deus quis assim’. ‘Mas no futuro ele vai me reservar coisa melhor’. Sério, já cansei de escutar isso.“.
Fica nítido que os religiosos estão em todo o lado do futebol, com sua moralidade cristã que rouba a competitividade dos campeonatos e torneios do país. Com a política de boa vizinhança daquele jogador que sabe que vai trocar de clubes mil vezes na carreira, para ele e o agente ganharem suas cifras e sabem que muitas das vezes pode ser para o maior rival.
Tudo isso protegido por empresários, dirigentes e pela torcida que acostumou-se a ver bons jogadores serem tratados como craques e vão ganhando aval para fazer o que bem entendem sobre a bandeira do profissionalismo, falso esse, acima do amor à um clube ou principio.












